TRANSLATION

Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador Diadora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diadora. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de maio de 2010

2007: UMA CAMISA, UMA TRAGÉDIA - PARTE 2 (A CAMISA AZUL)


No post anterior, falamos da última safra de uniformes que a Diadora forneceu ao Bahia em sua parceria de 3 anos com o tricolor baiano. Mas, na verdade, essa parceria foi encerrada mesmo com um 3° uniforme, inédito, que seria lançado apenas no último jogo do Bahia em casa naquela Série C, contra o Vila Nova.
O marketing que envolveu o lançamento dessa camisa foi bem sacado: uma enquete feita no site oficial oferecia duas opções de uniformes (que diferiam entre si apenas em alguns detalhes), para serem escolhidos pelo torcedor. Dizem as más linguas que, qualquer que fosse a opção eleita pela torcida, o novo terceiro uniforme já estaria escolhido. Mas o fato de, ao menos, colocar a torcida como "co-participante" da escolha já merece pontos. Mesmo depois de encerrada a enquete, o mistério ainda pairava no ar, pois a camisa escolhida só seria conhecida quando o Bahia adentrasse ao gramado da saudosa Fonte Nova. Vale lembrar que desde desde o ano 2000, quando vestiu a belíssima camisa alusiva aos 500 anos do Brasil, que o Bahia não lançava um terceiro uniforme.
A camisa em si parece que foi feita para encerrar com chave de ouro a parceria da Diadora com o clube, e ser a cereja do bolo do acesso à Série B. O lay-out, em si, seguia o padrão da marca, já utilizado nas camisas 1 e 2: mesmo corte, mesma gola, mesma tipografia e mesmo patrocínio. Era toda azul, com algumas listras verticais em tons mais escuros, em degradê, e uma fina listra vermelha entre elas. Os demais detalhes da camisa, tais como patrocínios, gola, números e barras vinham em dourado.
Esta camisa é, com certeza, a mais bela lançada pela Diadora para o tricolor, e talvez uma das mais bonitas de todos os tempos.
Uma pena o jogo de sua estréia ter sido marcado pela tragédia que marcou uma ocasião que deveria ter sido de festa e comemorações.
A camisa só foi usada nesta partida e, ainda assim, apenas no 1° tempo (depois do penalty perdido por Nonato, a superstição falou mais alto e o time voltou com a tradicional camisa tricolor listrada para o segundo tempo). Após este jogo, ela foi compulsoriamente "aposentada". Não sabemos se a intenção do clube era realmente usá-la apenas no jogo do acesso ou se ela seria usada nos jogos do início do ano seguinte e a tragédia terminou por abreviar sua curta vida. Algum tempo depois, surgiu na internet, em sites de leilão, a versão manga longa dessa camisa, o que nos faz pensar que a camisa poderia vir a ser, sim, usada em mais jogos (se a real intenção fosse usá-la em apenas uma partida, certamente não teriam feito um lote adicional numa versão manga longa, ainda mais que o jogo seria num domingo de novembro à tarde, em Salvador). Enfim, um mistério que talvez nunca desvendaremos. Essa versão manga longa nunca chegou a ser comercializada oficialmente.
Mas com certeza essa camisa marcou, bem e mal, o maior feito do clube nos últimos anos.


Time posando para foto, antes do fatídico Bahia x Vila Nova em 2007

Lances do jogo, que marcou negativamente o acesso do bahia para a Série B


Versão de mangas longas, que surgiu em sites de leilão na internet algum tempo depois de lançada. Essa camsia nunca foi oficialmente comercializada.

segunda-feira, 15 de março de 2010

2007: UMA CAMISA, UMA TRAGÉDIA



Dois mil e sete chegou e, mais uma vez, o Bahia tentaria deixar o fundo do poço da terceirona. A julgar pela falta de inspiração da Diadora na concepção da camisa branca de 2007, o ano não prometia muito.
A camisa branca era lisa, quase sem detalhes, exceto por duas faixinhas azuis nas laterais, friso das mangas e fundo da gola também azuis. A gola até que tinha um efeito interessante, dando a impressão de duas abas como se fossem de uma gola polo. Cópia fiel da camisa da Roma, também "abastecida" pela marca italiana, só que com cores diferentes. O único "charminho", só perceptível bem de perto, era o patrocínio aveludado da Fiat. Após algum tempo, a Acril passou a estampar sua marca nos ombros e a Onda Tricolor, auto-patrocínio do mal fadado programa de sócios do clube, passou a ilustrar a manga, poluindo um pouco o visual da camisa. Já a camisa tricolor é daquele tipo "ame-a ou deixe-a". Mangas azuis e corpo listrado em vermelho e azul, mais uma vez com a supressão das listras finas brancas. Acho o resultado final interessante, lembrando, levemente, a camisa do Bayern de Munique dos anos 90.
Como previsto, o ano foi duro. Campeonato baiano e Copa do Brasil passaram em branco para o Tricolor, mais uma vaz coadjuvante. Série C. O calvário começava de novo... Campanha irregular desde a primeira fase e só com um gol milagroso de Charles aos 50 minutos do segundo tempo contra o Fast Club (quem?), o Bahia conseguiu sua vaga para o octogonal final. A Fonte Nova recebeu públicos impensáveis para jogos daquele nível, com 60 a 70 mil pessoas. Frenesi da galera vendo o sonho de retornar para a Segundona se tornando real. A vaga foi praticamente assegurada no dia 22 de novembro contra o ABC de NATAL. Dois gols de Elias e um de Ávine (será que um dia o Bahia se livra dele???) aos 41 minutos do segundo tempo. Ninguém podia imaginar àquela altura, mas o gol do lateral seria o último da Fonte Nova, porque no domingo seguinte, dia 25 de novembro, a Fonte Nova seria palco de um jogo oficial pela última vez. Após usar no primeiro tempo a esperada camisa número 3 - que será motivo de um post à parte, aguardem - o tricolor voltou para a etapa final com a camisa tricolor, talvez pela superstição histórica dos dinossauros tricolores. Nonato perdeu um penalti no primeiro tempo e, como os resultados faziam o Bahia e o Vila Nova de Túlio Maravilha, adversário daquela tarde, retornarem à segunda divisão, o segundo tempo foi um baba, só para esperar o apito final. Enquanto verdadeiros vândalos comemoravam invadindo e destruindo o gramado, toldos dos bancos de reserva, carrinho da maca, sete pessoas morriam no desabamento de parte da arquibancada do anel superior do estádio. Para cumprir tabela, um joguinho contra o Crack de Goiás, em campo neutro. Em caso de vitória o Bahia se sagraria campeão da terceirona. Derrota por 5 a 3. Apesar de tudo, a meta foi cumprida... Essa foi a epopéia do último uniforme confeccionado pela Diadora.
Por questões de estratégia de mercado, a marca abandonava o futebol brasileiro, passando a dedicar-se a outros esportes, como o tênis, e à linha casual. Deixou órfaos, além do Bahia, Coritiba, Atlético Mineiro e Ponte Preta. Depois de 3 anos vestindo o tricolor, fazemos um balanço positivo do resultado dessa parceria. No geral, tivemos uniformes bem feitos e, salvo um ou outro detalhe, de bom gosto, não obstante a padronização de seu lay-out, que tanto falamos nos posts anteriores. A compatriota Lotto chegaria para lhe substituir. A Diadora seria a primeira marca de material esportivo que nunca ganhou um título sequer vestindo o Bahia. Triste fim para uma grande marca.



Fotos das camisas 1 e 2 em ação pela Série C de 2007


Enquanto vândalos (não podemos chamá-los torcdores) destruíam a Fonte Nova, 7 vidas eram ceifadas na maior tragédia da história do estádio

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

2006: A evolução da Diadora



Chegamos ao ano de 2006. O ano que seria o “ano da virada”, o divisor de águas na história do Bahia, já que o time tinha caído da Série B para a C no ano anterior e tinha por obrigação voltar à Segundona (e, de preferência, como campeão).

Uniforme novo, mesmo, só em meados do ano. Isso se tornaria prática comum com a Diadora (e, posteriormente, com a Lotto). Mas já tinha patrocinador novo na camisa, a Fiat (que substituía a tosca Muriel), e isso obrigou o time a jogar todo o campeonato baiano com uma camisa “tampão”, como são conhecidas as camisas improvisadas que um time usa durante pouco tempo enquanto não lança novos modelos para aquela temporada. Isso se fez necessário pelo fato de o time já ter um novo patrocinador assinado, porém ainda não ter lançado sua nova coleção. Sendo assim, o Bahia teve que jogar o Baianão de 2006 com a camisa de 2005, porém já estampando o novo patrocinador.

Finalmente, após o campeonato baiano, o tricolor lança suas novas camisas para a Série C. E é perceptível a evolução das mesmas no que diz respeito a tecido, corte e design. As camisas melhoraram muito em relação às suas predecessoras.

Na branca, novamente o problema da padronização da marca: como foi falado no post anterior, a camisa seria nada mais que uma cópia da camisa da Roma, Cobreloa, Santo André, etc, adaptadas ao Bahia. A camisa estava menos justa ao corpo e passava a ter uma faixa azul/vermelha descendo do pescoço até a barra da camisa, no lado direito da mesma. O logo “One of Eleven” permanecia na manga. A posição do escudo (no centro), a tipografia do número às costas e o logo Diadora permaneciam inalterados.

Mas a evolução mesmo viria na camisa tricolor: na minha opinião, ela é, simplesmente, a camisa listrada mais bonita que o Bahia lançou desde os tempos da Adidas. A camisa era perfeita: tons de vermelho e azul no ponto, largura das listras corretas, espaçamento em branco na medida, escudo no lado esquerdo do peito... até mesmo o patrocínio caiu bem na camisa, bem como o logo da Diadora. Pra mim, perfeita. Um bom exemplo de que o simples pode ser bom.

No que diz respeito a patrocínio, a montadora Fiat voltava a ser a patrocinadora master do time após 4 anos, exibindo na camisa os seus lançamentos.

Porém, dentro de campo o time não correspondeu... o time, fraco, não conseguiu (novamente) ser campeão baiano, foi eliminado (novamente) na Copa do Brasil e não conseguiu (novamente) subir de divisão, sendo fadado a permanecer por mais um ano no porão do futebol brasileiro. Uma pena que um dos uniformes mais bonitos da história recente do tricolor teve que ficar no ostracismo e uma terceira divisão.

A Diadora continuava com seu pé-frio no Tricolor.


Uniforme 1 em ação pela Série C de 2006.


Uniforme 2 em ação pela Série C de 2006

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

2005: A chegada da Diadora



2005 foi um ano um tanto quanto conturbado no Bahia no que diz respeito a uniformes. Pra começar, o contrato com a Penalty tinha terminado no final do ano anterior e, como o time não fechou de imediato com uma nova fornecedora, teve que jogar o campeonato baiano com restos de material do ano anterior. Assim sendo, era comum ver o Bahia jogando com camisas desbotadas, patrocínios aplicados grosseiramente na camisa, apliques e numeração soltando no meio do jogo, etc. Um verdadeiro lixo. E lembrando que esses “restos” ainda tinham que ser divididos com todas as categorias de base.Ou seja, caos geral.

Depois de alguma negociação, o Bahia fecharia contrato com a Rhumell, que voltava ao clube depois de 10 anos (já tinha patrocinado o clube em 94/95, usando tanto o nome Rhumell quanto o de suas subsidiárias Amddma e Proonze). Quando tudo parecia resolvido e finalmente o Bahia teria roupa nova em 2005, o clube rompe unilateralmente o contrato com a empresa (que já praticamente falida, respondia a processos judiciais diversos) por uma razão aparentementemente banal: a empresa errou o tom de azul da camisa do Bahia. Na mesma época, ela já havia cometido erros crassos em outros clubes, como por exemplo no Joinville, onde ela forneceu um lote inteiro de camisas com o nome do clube escrito de maneira errada (Joenville, com “E” mesmo). Tamanha incompetência foi a gota d´água.

O clube voltou ao mercado e rapidamente fechou com a multinacional italiana Diadora, num contrato de 3 anos. A decisão parece ter sido acertada, pois as camisas viriam com um material de melhor qualidade, com design italiano atualizado com o que era fornecido na Europa e com a chancela de uma empresa de nível mundial, que fornecia pra vários times e seleções de renome ao redor do mundo. Porém isso tudo viria a ter um preço: a padronização da camisa de acordo com o lay-out mundial da marca. O Bahia perderia a exclusividade de ter camisas especialmente desenhadas para si, como era na época da Penalty. Passaria a ser apenas “mais um” no cast da Diadora. Se você quisese, por exemplo, saber como seria a camisa do Bahia pra determinada temporada, bastava olhar a camisa da Roma, sempre lançada na Europa alguns meses antes: a camisa seria igual, mudando apenas as cores e patrocinadores. Como também seria igual à camisa do Santo André, do Palmeiras, do Cobreloa, do El Nacional do Equador, dentre outros.

Seguindo essa linha, a camisa branca veio no padrão Diadora: tecido mais elástico, no estilo “kombat” (colado ao corpo, pra dificultar a puxada de camisa por parte dos adversários), duas faixas azul e vermelha que saiam do pescoço em direção à axila direita e o símbolo “One of Eleven” na manga, padrão de identificação da empresa (que na camisa do Palmeiras mudava de cor conforme aumentava a temperatura do corpo... tecnologia esquecida na camisa do Bahia). E, pra completar, o tosco patrocínio Muriel, que já vinha sendo usado desde o começo do ano nos molambos da Penalty, junto com o logo da Fiat nas mangas. De um modo geral, o conjunto não era nenhum primor de beleza, mas era harmonioso e não comprometeu a estética. No uniforme 2, nada empolgante: camisa, sem sal, tinha muito branco “sobrando” (tradicionalmente, nas camisas 2 do Bahia o branco é só um detalhe) e na parte listrada, que realmente era o que interessava, listras azuis e vermelhas coladas... sem o branco! Ou seja, totalmente “nada a ver” com a tradição de camisas listradas do Bahia (tudo bem, a Diadora não foi a primeira nem seria a última a cometer esse sacrilégio).

O resultado é o que pode ser visto nas fotos acima e abaixo. Em campo, a camisa não trouxe muita sorte ao tricolor: mais uma vez, como já estava tornando-se praxe, sem título no campeonato baiano, péssima campanha na Copa do Brasil e queda para a Série C do Campeonato Brasleiro.

A Diadora chegava com o pé esquerdo ao Bahia.

Evento de lançamento dos novos uniformes Diadora


Artilheiro Dill vestindo a camisa branca em 2005


Uniforme 2 em ação pela Série B de 2005


Uéslei vestindo a camisa branca em sua apresentação

Acima, a camisa da Rhumell que seria usada caso o contrato não fosse rompido