TRANSLATION

Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador Fiat. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fiat. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de agosto de 2012

CAMISA DESCONHECIDA

Como todos sabem, eu, Arilde e Ronei, além de Alexandre, Duda e Dudu, escrevemos o livro Bahia: 80 Anos Contados Por Suas Camisas. Durante quase três anos, pesquisamos as mudanças na camisa do Bahia exaustivamente. Várias tardes debruçados sobre jornais, livros, revistas, internet atrás de qualquer novidade que pudesse fazer parte da publicação. Encontramos mais de 300 modelos diferentes (incluindo, obviamente, patrocínios, fontes dos números, golas, tecidos), sendo a Penalty campeã no quesito mudança. Motivada por alguns fatores, como participação na Copa do Nordeste (na qual foram usados diferentes patches nas mangas), pelo tempo da parceria com a fornecedora, pelas constantes mudanças nos modelos dos automóveis lançados pela FIAT (patrocinadora master por bons anos entre os 90 e 2000). Foram 15 modelos, com mais de 90 combinações de propagandas... FIAT IDEA, FIAT STILO, FIAT DOBLÒ, NOVO MAREA, NOVO PALIO, NOVO SIENA, todos estamparam a frente da camisa do Esquadrão quando dos seus lançamentos. Nas costas, era aplicado apenas o logo da marca italiana. O inusitado dessa camisa, garimpada por Ronei, é que, apesar de o Atlético-MG, o Cruzeiro e o América Mineiro, também patrocinados pela montadora italiana, terem usado a propaganda do MAREA 2.4, jamais encontramos qualquer registro do Tricolor usando esse modelo. Não sabemos se seria usada, mas desistiram antes ou se não vimos/lembramos/encontramos. O fato é que a camisa é perfeita, absolutamente original e desconhecida. Alguém tem alguma informação que possa ajudar a esclarecer esse mistério?


Fotos da camisa do Bahia com o inédito e, até então, desconhecido patrocínio "Marea 2.4"





Obs: Foto da camisa do Galo retirada do Orkut do amigo Jacinto (Massabruta), camisa do Cruzeiro retirada do livro "As Camisas do 12 Maiores Times do Brasil", de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues, e camisa do América retirada do site Lancenet.

domingo, 4 de julho de 2010

2008: SAI DIADORA, ENTRA LOTTO





O ano era 2008. Empolgado com a subida para a Segundona - que proeza!!! - o tricolor muda de fornecedor de uniformes. Sai a italiana Diadora e entra a conterrânea Lotto. A Diadora resolveu sair do mercado brasileiro, dedicando-se à moda casual e a esportes menos tradicionais, como o tênis. Na prática, continuava tudo como antes, pois ambas as marcas eram representadas pela mesma empresa no Brasil (a Filon). A Lotto abocanhou as 3 equipes de maior torcida patrocinadas pela Diadora (Bahia, Atlético-MG e Coritiba - Santo André e Ponte Preta ficariam de fora, retornando um ano depois), além de outras equipes patrocinadas por Puma e Topper (Goiás e Sport), também representadas pela Filon, Numa boa estratégia de mercado, a marca passou a se associar a equipes de grande apelo popular, donas das maiores torcidas de seus estados, independente das divisões que jogavam, como Bahia, Galo, Coritiba, Goiás, Sport, Fortaleza, Paysandu, além de algumas outras de menor expressão.
Depois de muita festa, de desabamento de arquibancada e de terceira camisa usada só em um tempo de jogo, a nova marca chega para se associar a um time que prometia o retorno à primeira divisão. Sem muitas novidades em campo, Fausto, Charles, Ávne - sempre ele nos momentos ruins - e outros "craques" remanescentes da Terceirona, o fiasco foi o esperado e o Bahia, em momento algum ameaçou a liderança do Corinthians ou dos demais integrantes frequentes do G4 na luta pela tão sonhada vaga para a Série A.
Falando na camisa nova, um detalhe que chamou a atenção e gerou controvérsia foi a gola. Tanto a camisa branca quanto a tricolor tinham uma gola diferente. Uma mistura entre gola "careca"ou redonda com gola pólo. Embora diferente, casou bem com o conjunto dando um certo "charme" às camisas. Na branca, nenhuma novidade. Toda lisa com frisos laterais delimitadas por uma costura mais grossa. Patrocínio aveludado enquanto era FIAT, passando a ser silkado quando passou para Insinuante (a FIAT passava a estampar sua logomarca, abandonando a estratégia de anunciar seus lançamentos no mercado nacional, como Fiat Idea, Novo Palio, etc). Já a camisa tricolor voltou a ter as listras brancas mais finas intercalando as azuis e vermelhas, que passaram a ser mais largas, ficando em número de quatro apenas. Completando o design, um friso lateral curvo formava uma moldura para as faixas centrais. Outra sacada legal era a ausência da caixa do patrocínio: a logomarca da patrocinadora foi envolvida por uma discreta moldura azul qua a destacava sem comprometer o conjunto. Para quem não lembra, esse modelo lembrava os da Amddma e da Proonze, que tinham, entretanto, o azul mais encorpado que o da Lotto. Ainda assim, a inspiração foi uma camisa usada na década de 60, que tinha a mesma disposição das listras, usada por pouco tempo. Outro detalhe: a primeira remessa da camisa, inclusive as de loja, tinha tecido mais grosso, com aspecto "trançado", muito parecido com as camisas da Nike originais, as famosas "Authentic". Já a segunda remessa, tanto da home como da away, passou a ser confeccionada com tecido liso, mais fino, repetindo o padrão "supporter" também da Nike. Somente os frisos laterais mantiveram o tecido original.
Enfim, marca decente, camisas corretas e time... precisa falar?

Acima, a camisa 1 sendo usada na Série B de 2008

Camisa 2, listrada, em ação pela Série B de 2008



As listras largas já tinham sido usadas em 94, quando o Bahia tinha seus uniformes feitos pela Amddma/Proonze, que por sua vez tb já tinham figurado nas camisas tricolores no fim dos anos 60, como é possível ver abaixo, em imagens de um Bahia x Santos na Fonte Nova, onde o zagueiro Nildon tirou em cima da linha o possível 1000º gol de Pelé!




segunda-feira, 15 de março de 2010

2007: UMA CAMISA, UMA TRAGÉDIA



Dois mil e sete chegou e, mais uma vez, o Bahia tentaria deixar o fundo do poço da terceirona. A julgar pela falta de inspiração da Diadora na concepção da camisa branca de 2007, o ano não prometia muito.
A camisa branca era lisa, quase sem detalhes, exceto por duas faixinhas azuis nas laterais, friso das mangas e fundo da gola também azuis. A gola até que tinha um efeito interessante, dando a impressão de duas abas como se fossem de uma gola polo. Cópia fiel da camisa da Roma, também "abastecida" pela marca italiana, só que com cores diferentes. O único "charminho", só perceptível bem de perto, era o patrocínio aveludado da Fiat. Após algum tempo, a Acril passou a estampar sua marca nos ombros e a Onda Tricolor, auto-patrocínio do mal fadado programa de sócios do clube, passou a ilustrar a manga, poluindo um pouco o visual da camisa. Já a camisa tricolor é daquele tipo "ame-a ou deixe-a". Mangas azuis e corpo listrado em vermelho e azul, mais uma vez com a supressão das listras finas brancas. Acho o resultado final interessante, lembrando, levemente, a camisa do Bayern de Munique dos anos 90.
Como previsto, o ano foi duro. Campeonato baiano e Copa do Brasil passaram em branco para o Tricolor, mais uma vaz coadjuvante. Série C. O calvário começava de novo... Campanha irregular desde a primeira fase e só com um gol milagroso de Charles aos 50 minutos do segundo tempo contra o Fast Club (quem?), o Bahia conseguiu sua vaga para o octogonal final. A Fonte Nova recebeu públicos impensáveis para jogos daquele nível, com 60 a 70 mil pessoas. Frenesi da galera vendo o sonho de retornar para a Segundona se tornando real. A vaga foi praticamente assegurada no dia 22 de novembro contra o ABC de NATAL. Dois gols de Elias e um de Ávine (será que um dia o Bahia se livra dele???) aos 41 minutos do segundo tempo. Ninguém podia imaginar àquela altura, mas o gol do lateral seria o último da Fonte Nova, porque no domingo seguinte, dia 25 de novembro, a Fonte Nova seria palco de um jogo oficial pela última vez. Após usar no primeiro tempo a esperada camisa número 3 - que será motivo de um post à parte, aguardem - o tricolor voltou para a etapa final com a camisa tricolor, talvez pela superstição histórica dos dinossauros tricolores. Nonato perdeu um penalti no primeiro tempo e, como os resultados faziam o Bahia e o Vila Nova de Túlio Maravilha, adversário daquela tarde, retornarem à segunda divisão, o segundo tempo foi um baba, só para esperar o apito final. Enquanto verdadeiros vândalos comemoravam invadindo e destruindo o gramado, toldos dos bancos de reserva, carrinho da maca, sete pessoas morriam no desabamento de parte da arquibancada do anel superior do estádio. Para cumprir tabela, um joguinho contra o Crack de Goiás, em campo neutro. Em caso de vitória o Bahia se sagraria campeão da terceirona. Derrota por 5 a 3. Apesar de tudo, a meta foi cumprida... Essa foi a epopéia do último uniforme confeccionado pela Diadora.
Por questões de estratégia de mercado, a marca abandonava o futebol brasileiro, passando a dedicar-se a outros esportes, como o tênis, e à linha casual. Deixou órfaos, além do Bahia, Coritiba, Atlético Mineiro e Ponte Preta. Depois de 3 anos vestindo o tricolor, fazemos um balanço positivo do resultado dessa parceria. No geral, tivemos uniformes bem feitos e, salvo um ou outro detalhe, de bom gosto, não obstante a padronização de seu lay-out, que tanto falamos nos posts anteriores. A compatriota Lotto chegaria para lhe substituir. A Diadora seria a primeira marca de material esportivo que nunca ganhou um título sequer vestindo o Bahia. Triste fim para uma grande marca.



Fotos das camisas 1 e 2 em ação pela Série C de 2007


Enquanto vândalos (não podemos chamá-los torcdores) destruíam a Fonte Nova, 7 vidas eram ceifadas na maior tragédia da história do estádio

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

2006: A evolução da Diadora



Chegamos ao ano de 2006. O ano que seria o “ano da virada”, o divisor de águas na história do Bahia, já que o time tinha caído da Série B para a C no ano anterior e tinha por obrigação voltar à Segundona (e, de preferência, como campeão).

Uniforme novo, mesmo, só em meados do ano. Isso se tornaria prática comum com a Diadora (e, posteriormente, com a Lotto). Mas já tinha patrocinador novo na camisa, a Fiat (que substituía a tosca Muriel), e isso obrigou o time a jogar todo o campeonato baiano com uma camisa “tampão”, como são conhecidas as camisas improvisadas que um time usa durante pouco tempo enquanto não lança novos modelos para aquela temporada. Isso se fez necessário pelo fato de o time já ter um novo patrocinador assinado, porém ainda não ter lançado sua nova coleção. Sendo assim, o Bahia teve que jogar o Baianão de 2006 com a camisa de 2005, porém já estampando o novo patrocinador.

Finalmente, após o campeonato baiano, o tricolor lança suas novas camisas para a Série C. E é perceptível a evolução das mesmas no que diz respeito a tecido, corte e design. As camisas melhoraram muito em relação às suas predecessoras.

Na branca, novamente o problema da padronização da marca: como foi falado no post anterior, a camisa seria nada mais que uma cópia da camisa da Roma, Cobreloa, Santo André, etc, adaptadas ao Bahia. A camisa estava menos justa ao corpo e passava a ter uma faixa azul/vermelha descendo do pescoço até a barra da camisa, no lado direito da mesma. O logo “One of Eleven” permanecia na manga. A posição do escudo (no centro), a tipografia do número às costas e o logo Diadora permaneciam inalterados.

Mas a evolução mesmo viria na camisa tricolor: na minha opinião, ela é, simplesmente, a camisa listrada mais bonita que o Bahia lançou desde os tempos da Adidas. A camisa era perfeita: tons de vermelho e azul no ponto, largura das listras corretas, espaçamento em branco na medida, escudo no lado esquerdo do peito... até mesmo o patrocínio caiu bem na camisa, bem como o logo da Diadora. Pra mim, perfeita. Um bom exemplo de que o simples pode ser bom.

No que diz respeito a patrocínio, a montadora Fiat voltava a ser a patrocinadora master do time após 4 anos, exibindo na camisa os seus lançamentos.

Porém, dentro de campo o time não correspondeu... o time, fraco, não conseguiu (novamente) ser campeão baiano, foi eliminado (novamente) na Copa do Brasil e não conseguiu (novamente) subir de divisão, sendo fadado a permanecer por mais um ano no porão do futebol brasileiro. Uma pena que um dos uniformes mais bonitos da história recente do tricolor teve que ficar no ostracismo e uma terceira divisão.

A Diadora continuava com seu pé-frio no Tricolor.


Uniforme 1 em ação pela Série C de 2006.


Uniforme 2 em ação pela Série C de 2006

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

2005: A chegada da Diadora



2005 foi um ano um tanto quanto conturbado no Bahia no que diz respeito a uniformes. Pra começar, o contrato com a Penalty tinha terminado no final do ano anterior e, como o time não fechou de imediato com uma nova fornecedora, teve que jogar o campeonato baiano com restos de material do ano anterior. Assim sendo, era comum ver o Bahia jogando com camisas desbotadas, patrocínios aplicados grosseiramente na camisa, apliques e numeração soltando no meio do jogo, etc. Um verdadeiro lixo. E lembrando que esses “restos” ainda tinham que ser divididos com todas as categorias de base.Ou seja, caos geral.

Depois de alguma negociação, o Bahia fecharia contrato com a Rhumell, que voltava ao clube depois de 10 anos (já tinha patrocinado o clube em 94/95, usando tanto o nome Rhumell quanto o de suas subsidiárias Amddma e Proonze). Quando tudo parecia resolvido e finalmente o Bahia teria roupa nova em 2005, o clube rompe unilateralmente o contrato com a empresa (que já praticamente falida, respondia a processos judiciais diversos) por uma razão aparentementemente banal: a empresa errou o tom de azul da camisa do Bahia. Na mesma época, ela já havia cometido erros crassos em outros clubes, como por exemplo no Joinville, onde ela forneceu um lote inteiro de camisas com o nome do clube escrito de maneira errada (Joenville, com “E” mesmo). Tamanha incompetência foi a gota d´água.

O clube voltou ao mercado e rapidamente fechou com a multinacional italiana Diadora, num contrato de 3 anos. A decisão parece ter sido acertada, pois as camisas viriam com um material de melhor qualidade, com design italiano atualizado com o que era fornecido na Europa e com a chancela de uma empresa de nível mundial, que fornecia pra vários times e seleções de renome ao redor do mundo. Porém isso tudo viria a ter um preço: a padronização da camisa de acordo com o lay-out mundial da marca. O Bahia perderia a exclusividade de ter camisas especialmente desenhadas para si, como era na época da Penalty. Passaria a ser apenas “mais um” no cast da Diadora. Se você quisese, por exemplo, saber como seria a camisa do Bahia pra determinada temporada, bastava olhar a camisa da Roma, sempre lançada na Europa alguns meses antes: a camisa seria igual, mudando apenas as cores e patrocinadores. Como também seria igual à camisa do Santo André, do Palmeiras, do Cobreloa, do El Nacional do Equador, dentre outros.

Seguindo essa linha, a camisa branca veio no padrão Diadora: tecido mais elástico, no estilo “kombat” (colado ao corpo, pra dificultar a puxada de camisa por parte dos adversários), duas faixas azul e vermelha que saiam do pescoço em direção à axila direita e o símbolo “One of Eleven” na manga, padrão de identificação da empresa (que na camisa do Palmeiras mudava de cor conforme aumentava a temperatura do corpo... tecnologia esquecida na camisa do Bahia). E, pra completar, o tosco patrocínio Muriel, que já vinha sendo usado desde o começo do ano nos molambos da Penalty, junto com o logo da Fiat nas mangas. De um modo geral, o conjunto não era nenhum primor de beleza, mas era harmonioso e não comprometeu a estética. No uniforme 2, nada empolgante: camisa, sem sal, tinha muito branco “sobrando” (tradicionalmente, nas camisas 2 do Bahia o branco é só um detalhe) e na parte listrada, que realmente era o que interessava, listras azuis e vermelhas coladas... sem o branco! Ou seja, totalmente “nada a ver” com a tradição de camisas listradas do Bahia (tudo bem, a Diadora não foi a primeira nem seria a última a cometer esse sacrilégio).

O resultado é o que pode ser visto nas fotos acima e abaixo. Em campo, a camisa não trouxe muita sorte ao tricolor: mais uma vez, como já estava tornando-se praxe, sem título no campeonato baiano, péssima campanha na Copa do Brasil e queda para a Série C do Campeonato Brasleiro.

A Diadora chegava com o pé esquerdo ao Bahia.

Evento de lançamento dos novos uniformes Diadora


Artilheiro Dill vestindo a camisa branca em 2005


Uniforme 2 em ação pela Série B de 2005


Uéslei vestindo a camisa branca em sua apresentação

Acima, a camisa da Rhumell que seria usada caso o contrato não fosse rompido

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

2001 / 2002: A PENALTY E A ÚLTIMA BOA FASE DO BAHIA

Após a boa campanha na Copa João Havelange do ano anterior, chegamos ao ano 2001, o primeiro deste novo milênio.

No que diz respeito às camisas, a Penalty continuou tradicional na camisa branca, porém voltou a inovar no segundo uniforme. Vamos a cada um deles:

Na camisa branca, a empresa manteve praticamente o mesmo lay-out do ano anterior. O tecido agora era diferente, melhor, aparentando uns “tijolinhos” e chamado de Fibertech (nome que inclusive mereceu uma etiqueta na costura lateral das camisas); nas laterais, a camisa ficava mais arejada por causa de um tecido furadinho, como se fosse um “mesh”, e a novidade ficava por conta do logotipo reestilizado da Penalty, agora mais fino e com nova grafia, e a nova fonte dos números às costas, conforme é possível perceber em fotos abaixo. No primeiro semestre (campeonato baiano e Nordestão) a camisa ainda mantinha a gola polo, porém para o Brasileirão a gola passava a ser careca e em “V”, permanecendo o resto da camisa inalterado.

Já no segundo uniforme, tradicionalmente tricolor, continuou a ser predominantemente azul (aliás, mais azul que no ano anterior). Nesse período, o time usou num primeiro momento uma camisa azul escura com 3 faixas vermelhas que desciam dos ombros e “se desmanchavam” na altura do tórax (segunda foto acima); no decorrer do ano, o azul da camisa ficava mais claro e a faixa central no tórax passava a ser branca, sendo ladeada por duas vermelhas tal como na versão anterior (terceira foto acima).

Em todas as camisas citadas o time usou um distintivo nas mangas, alusivo aos 70 anos do clube, comemorados em 1° de janeiro de 2001.

Em 2002 a Penalty não apresentou novidades nos uniformes, permanecendo as camisas com as quais o time terminou a temporada 2001.

Nos dois anos, a FIAT continuava a manter sua parceria com o tricolor, sempre estampando seus lançamentos do mercado automotivo nas camisas (Fiat Stilo, Novo Marea, Fiat Doblò, etc). Já nas mangas, a profusão de diferentes patrocínios "poluía" o visual da camisa: tivemos Directv e Coca-Cola (Nordestão 2001), TIM (Nordestão 2002), Sócio Torcedor (Brasileirão), TAM, dentre outros.

Estas camisas vestiram o Bahia em sua última boa fase: campeão baiano e do Nordeste em 2001, e boa campanha no Brasileirão daquele ano, classificando-se para as oitavas de final e sendo eliminado (de forma injusta, diga-se de passagem) pelo São Caetano, que viria a disputar a final contra ao Atlético-PR. Em 2002, o time manteve a boa fase no primeiro semestre, sendo bi-campeão do campeonato do Nordeste; porém, no Brasileiro, começava a descida desgovernada do time, que escapou do rebaixamento apenas na última rodada, goleando a Portuguesa em Mogi-Mirim-SP e que culminou com a situação vexatória em que nos encontramos hoje.


Nas fotos acima pode-se perceber a "evolução" nos logotipos da Penalty e nas fontes da numeração entre 2000 e 2001: no logotipo, que era azul em 2000, ficou vermelho em 2001; já na numeração foi o contrário, vermelho em 2000 e azul em 2001

Distintivo alusivo aos 70 anos do clube, usado na manga esquerda das camisas

Time campeão do Campeonato do Nordeste dentro de Canabrava em 2002

Nonato, o último grande artilheiro tricolor

Camisa azul de 2001

Robgol e Preto, usando o segundo uniforme de 2002

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ANO 2000 DE CAMISA NOVA


Se o ano de 2000 não foi um ano de glória para o tricolor - 11° na Copa João Havelange, 2 ° no baiano e eliminação precoce na Copa do Nordeste - pudemos contar com alguns jogadores conhecidos e aprovados nacionalmente. Dentre os que vestiram as camisas expostas neste post podemos lembrar de Jorge Wagner, Nonato, Reginaldo Nascimento, Bebeto Campos, Jefferson, entre outros.
Em termos de uniforme, a Penalty foi conservadora na camisa branca, qua ganhou gola polo azul e detalhes vermelhos nas barras das mangas; e pela primeira vez desde que chegou ao Bahia ela usava numeração na cor vermelha às costas. Já a camisa tricolor foi abandonada para dar lugar à camisa predominatemente azul, que não foi a terceira camisa, mas sim a segunda. Esta gerou polêmica e não agradou a todos. O azul royal predominava, intercalado por listras brancas e detalhes vermelhos nas golas e grandes faixas vermelhas nas laterais e nas mangas. Quando não havia patrocínio estampado, até dava para engolir, mas para o Brasileirão, quando passou a ser estampado Novo Palio ou Novo Marea por exemplo, o desastre foi total. O retângulo branco com o nome "vazado" azul poluia totalmente o visual. Outra peculiaridade foi a manutenção de um uniforme branco tipo "supporter" com uma faixa vermelha na manga "impressa" no próprio tecido. Desta vez, ao contrário dos anos anteriores, a versão "supporter" (mais barata e mais simples) era diferente da versão "de jogo".
Essa camisa estreou ainda em 99, porém sem patrocínios. Naquele emocionante 4x4 contra o Goiás no Serra Dourada, pela Série B daquele ano, por exemplo, o Bahia já envergava este modelo.
E por falar em patrocínios, o Bahia deixava a Hyundai porém continuava sendo apoiado por uma montadora, desta vez a honra coube à italiana Fiat (patrocínio este que perduraria até 2002).
Alguns confrontos memoráveis foram travados com esssas camisas, dentre os quais um contra o Flamengo na Fonte Nova vencido por 4x1 pelo Bahia com três gols de Jajá (lembram do ataque Jajá e Dedé???) e dois contra o Vasco, pela Copa João Havelange, 3x3 na Fonte (com show de Romário) e 3x2 para o tome carioca em São Januário, com o Bahia perdendo pênalti com o jogo 1X1 e a consequente eliminação do tricolor. De interessante, a incomum fórmula de disputa do Brasileiro daquele ano, em que cruzavam nas oitavas de final os doze primeiros colocados da primeira divisão (dentre eles o tricolor), com os três primeiros da Segundona - Paraná, São Caetano e Remo - além do campeão da Terceirona, o Malutrom.

Modelo "supporter" (note as faixas vermelhas nas mangas que a diferneciavam do modelo tradicional


Equipe de 2000

Uniforme 2 sendo usada na comemoaração pela conquista do campeonato baiano de 2001