MUSEU VIRTUAL DA HISTÓRIA DAS CAMISAS DO ESPORTE CLUBE BAHIA. UMA TENTATIVA DE RESGATE DE PARTE DA MEMÓRIA TRICOLOR, APARENTEMENTE PERDIDA NO TEMPO, FEITA POR DOIS TORCEDORES E COLECIONADORES DESSA PAIXÃO.
Depois do post anterior, onde descobrimos uma camisa diferente que foi supostamente reprovada pela diretoria, o blog Camisa do Bahia mostra mais uma camisa que não chegou a vestir o elenco tricolor.
Já havíamos ouvido falar, há algum tempo, de um projeto que o Bahia tinha de lançar uma camisa cinza de tonalidade metálica alusiva ao apelido "Esquadrão de Aço". Esse boato, aliás, já vem desde a época da Penalty, em meados da década passada (que inclusive chegou a lançar uma enquete no site oficial pra escolher um terceiro uniforme que jamais foi lançado, e dentre as opções estavam algumas camisas cinza,veja foto abaixo). A idéia, porém, foi retomada pela Lotto, que foi a empresa que mais forneceu uniformes alternativos ao Bahia.
Pois bem, em 2009 começou a se ventilar na imprensa que o Bahia lançaria essa camisa "prateada", inclusive setoristas da rádio baiana que cobrem o Tricolor chegaram a noticiar como certo esse lançamento.
Daí veio o lançamento da nova coleção 2010/2011 (isso já em agosto de 2010!) e nós, do "Camisa do Bahia", nos fizemos presentes ao evento. Lá, mostramos ao pessoal do marketing do Bahia e a alguns diretores da Lotto uma tal camisa vermelha que o clube usou num torneio internacional jogado em Nova York em 1964, descoberta por nós. A camisa, obviamente, causou admiração e perplexidade a todos, não só pela beleza da mesma, como também pela novidade e ineditismo, pois, até então, não se sabia que o Bahia tinha utilizado uma camisa vermelha em sua história. Passa-se o tempo, e em pouco mais de 2 meses o Bahia lança o tão esperado terceiro uniforme de cor... VERMELHA!!! A camisa, apelidada de "Fúria Tricolor", homenageava a Espanha, que tinha acabado de vencer a Copa do Mundo. Meses depois, um dos membros do departamento de marketing do tricolor nos confidenciava que a inspiração para mudança de planos, ou seja, o abandono da camisa "de aço" e lançamento da Fúria, teve mesmo como inspiração a camisa vermelha que nós mostramos. Esta camisa, então, não foi aprovada e terminou sendo vetada, em detrimento à Fúria. Ponto pro blog!
Falando da camisa em si, ela tem as caracterísitcas da coleção 2010... patrocínio OAS na frente (o famigerado "eusonhOASsim"), Insinuante nas mangas ("IN") e a numeração das costas do mesmo padrão das camsias recém-lançadas. Do ponto de vista estético, a camisa não agrada: parece que pegaram uma camisa listrada do Bahia e "desbotaram" com água sanitária. Os detalhes em amarelo ajudam a quebrar um pouco a frieza dos tons de cinza, mas o conjunto da obra, no final, não ficou muito bom. A inscrição "Esquadrão de Aço", na região da nuca, cria a identidade da camisa. Se eles queriam dar um tom "metálico" à camisa, passaram longe, pois a camisa ficou, com muita boa vontade, apenas cinza. Porém, apesar de não agradar esteticamente, caso esta camisa fosse lançada, valeria pelo ineditismo e ousadia, e só. Pelo que me lembre, seria a primeira vez em toda a sua história em que o Bahia usaria uma camisa sem nenhuma de suas três cores (azul, vermelho e branco). Analisando friamente, acho que foi melhor terem lançado a Fúria, mesmo...
PS: veja, neste link, a cobertura do lançamento da coleção 2010 feita pelo blog BBMP. Veja que, no texto, o próprio presidente Marcelo Guimarães Filho confirmara, à época, a futuro lançamento de uma camisa "de aço". Veja também o comentário sobre a apresentação, por nós, da inédita camisa vermelha. Coincidência ou não, semanas depois o Bahia lançava uma camisa vermelha...
Inscrição "Esquadrão de Aço" no pescoço
Alguns protótipos para a terceira camisa do tricolor, que seria lançada pela Penalty em 2003/2004. Entre eles, alguns modelos cinza. A camisa jamais foi lançada.
No último jogo do Bahia na série A de 2011, realizado no dia 04 de dezembro passado, o Tricolor enfrentou, e rebaixou, o Ceará, derrotando o concorrente nordestino por 2 x 1. Como novidade, o confronto de despedida trouxe uma justa homenagem aos funcionários da obra da Arena Fonte Nova. Cem deles foram convidados a assistir ao jogo nas cadeiras numeradas, envergando a camisa do Bahia, preparada especialmente para aquele jogo, com o logo do futuro estádio substituindo o logo do atual patrocinador "master", a empreiteira OAS (que além de patrocinar o Bahia, constrói a arena em consórcio com a Odebrecht). Acesse a para ler essa notícia: http://www.arenafontenova.com.br/noticia/trabalhadores-da-arena-fonte-nova-vao-a-pituacu-apoiar-o-bahia/) Novidade nas camisas, só a troca dos logos na altura do abdomen. A impressão é que o da areana mais claro e menos "encorpado" ficou melhor na camisa, dando mais destaque ao template produzido pela Lotto.
Apresentação da nova camisa, na festa dos 80 anos do clube (foto: Ibahia.com)
Amigos, festa maravilhosa promovida pelo Bahia na noite de ontem. Jogadores de 88 (Ronaldo, Claudir, Gil Sergipano, Zé Carlos entre outros) e familiares dos campeões de 59. Homenagem justíssima ao ex-presidente Antônio Pithon, comes e bebes de primeira e apresentação do famoso Milton Neves...
Todos reunidos, felizes e ansiosos pela apresentação da falada terceira camisa. Infelizmente, só a vimos de longe, sem muitos detalhes, mas acho que dá para opinar. Particularmente, eu acho que a camisa ficou bastante simplória. Toda azul, num tom quase marinho, que a cada ângulo parece mudar e que sofre influência do flash, ora tomando aspecto azulado; ora parecendo meio "petróleo. Gola idêntica às das camisa home e away atuais, tirando a aba pólo, que, se estivesse presente na third, conferiria a essa uma elegância bem maior. Os únicos detalhes são uma faixa vermelha sob uma dobra lateral da camisa, absolutamente igual à usada na home da Diadora de 2007 e a barra interna da manga em vermelho, também "copiada"da atual camisa da seleção da França. A camisa estreiou contra o América-MG, na primeira partida do returno da Série A 2011, em um insosso empate de 0x0. Para os supersticiosos, o bahia continua com o estigma de não conseguir vencer usando um terceiro uniforme. Desde a estréia da Fúria, ano passado, lá se vão 5 partidas sem vencer uma sequer. Quanto à camisa em si, olhando ela sendo usada pelos jogadores e compondo com o meiões vermelhos e calções brancos, acho que ficou muito bom. De longe, lembra um pouco o uniforme da seleção francesa.
A nova camisa do Bahia estreiou num insosso 0x0 contra o América-MG
Uniforme atual da seleção francesa, que inspirou a nova "third" do tricolor
Vale lembrar que em 1972 o Bahia já tinha feito uma "homenagem" à França. Esta seleção jogou em Salvador num torneio comemorativo aos 150 anos da Independência do Brasil, e o uniforme agradou tanto que o Bahia resolveu também jogar de camiSas azuis, calções brancos e meiões vermelhos, conforme é possível ver na foto abaixo:
Bahia usando camisa azul em 1972 (foto: Flog do Bahia)
Acabam de ser lançadas na Tribuna de Honra do Estádio de Pituaçú, poucos minutos antes da partida entre Bahia e Flamengo, as novas camisas do Tricolor para a temporada 2011. Uniformes 1 e 2, camisas de goleiro, treino, viagem e concentração. O fornecedor continua sendo a italiana Lotto, que promete para breve o lançamento da terceira camisa de jogo...
Agora, uma análise mais detalhada: a camisa branca (home) lembra demais o template usado em 1964, com faixas horizontais na altura do peito. Camisa limpa e muito estilosa. O patrocínio abaixo das listras não comprometeu, nem teve tamanho exagerado como o da coleção passada. Ja os logotipos da OAS nos ombros destoaram um pouco do conjunto. Os detalhes são a cereja do bolo: o novo tom de azul, bem mais escuro, deixa a camisa mais elegante, lembrando as camisas do San Lorenzo da Argentina, tambem vestido atualmente pela Lotto. A gola tem a face superior azul, mas o verso e vermelho, assim como o meião, que deixou de ser todo vermelho, tem uma faixa também em azul na extremidade superior. Assim como a home, a camisa tricolor (away) trocou o azul royal pelo marinho, passou a ter faixas horizontais mais largas e a mesma gola polo sem botão, com um ar meio retrô da home. Agora são apenas cinco listras Azuis e vermelhas na frente. Invertendo o que ocorreu com a branca, na tricolor o OAS dos ombros ficou bem discreto, enquanto o do abdomem "mancou" um pouquinho o desenho, tirando a visibilidade do azul da faixa central. Números brancos com bordas azuis se destacam bem nas costas, sem a necessidade das famigeradas "caixas" para aplicação dos mesmos. Para nao dizer que nao houve defeitos, uma observação: o numero da camisa branca e azul marinho, fugindo um pouquinho da tradição do tricolor de usar, predominantemente, numeros em vermelho. Na avaliaçãoo final, acho que a Lotto foi aprovada com louvor, com uma nota 9.
Chega o ano de 2009 e crescia e expectativa pela nova coleção da Lotto para o tricolor. O Bahia respirarava o que deveriam ser novos ares, com novo presidente e um gestor profissional para o futebol, contratado a peso de ouro oriundo do arquirrival do tricolor. No evento de lançamento, muita festa, presenças ilustres com a do craque Daniel Alves e insatisfação imediata com o marketing do Bahia que resolveu mudar o escudo do clube, usando uma horrível bandeira tremulante e desfigurando nosso maior símbolo. Outro fato atípico e muito comentado foi o ex-presidente rubronegro vestindo uma camisa nova da Lotto que mal caberia em 1/3 do seu corpanzil... Hilário! Fora o fato de que o lançamento das camisas aconteceu no dia 30 de Junho, exatamente na virada do 1° para o segundo semestre!!! Ou seja, o time começava o brasileirão jogando de camisa velha e terminava jogando de camisa nova (veja fotos do lançamento aqui) No que concerne às camisas, embora muitíssimo simples, toda branca, inclusive a gola, um friso em relevo também branco na altura do peito que na manga passava a ter uma "dupla face" interna em azul, a camisa agradou. Pela primeira vez em muitos anos, a camisa branca não tinha nenhum detalhe azul ou vermelho. Material de primeira qualidade e, na primeira remessa, sem patrocínio master o que a deixou mais elegante. A tricolor foi um pouco mais polêmica. Na verdade, era bicolor, com listras largas em azul e vermelho com o branco ficando relegado apenas a gola redonda, que tinha uma leve assimetria, deixando um dos ombros vermelhos inteiramente. Sozinha, não impressionou muito, mas, no conjunto com short azul e meiões vermelhos tornou-se bastante imponente e terminou caindo no gosto da galera. Vistas lateralmente, as camisas aparentavam ser inteiramente vermelhas de um lado ou inteiramente azuis de outro, dando um efeito semelhante à uma camisa do Paraná Clube, por exemplo. Todas elas tinham um logotipo da Insinuante no peito (na listrada, vinha dentro de uma caixa branca de gosto duvidoso, que quebrava a harmonia das listras). No decorrer do ano, foram inúmeros os patrocínios usados pelo tricolor, muitos deles temporários, o que nos dava uma camisa diferente a cada três ou quatro meses (e que leva qualquer colecionador à loucura! Rsrs). Primeiro, o pequeno símbolo da Insinuante no peito, e o Vedacit nas mangas, presentes desde o lançamento; depois, tivemos City Park Brotas e City Park Acupe, que eram empreendimentos da OAS e que estamparam suas marcas em apenas 4 jogos cada, sempre em casa (por este motivo, só foram aplicados na camisa branca); tivemos também um patrocínio relâmpago da Diagnoson, que só foi usado no jogo contra o Figueirense fora de casa; depois, já em 2010, a OAS passa a estampar sua marca na frente, como patrocinador master e o “IN” passa para as mangas; e finalmente, não satisfeita com o tamanho de seu logotipo, a OAS resolve agigantar sua marca na camisa, estampando um patrocínio meio que desproporcional. Isso sem falar no BMG, usado nos ombros apenas nas finais do baianão, 2010 e do Incomaf, onipresente nas costas da camisa. Ufa! Chega de tanto patrocínio!
Não tivemos 3° uniforme nessa temporada, depois de 2 anos seguidos, 2007 e 2008, com essa opção alternativa. Em campo, nada do prometido se cumpriu e o time oscilou entre o meio e a rabeira da tabela, em alguns momentos até sendo ameaçado pela degola para terceirona mais uma vez. No final, entre mortos e feridos salvaram-se todos, até a diretoria que até esta data, ainda deve uma série de promessas não cumpridas ainda manda no Bahia. Cabeça mesmo, só rolou a do antigo mandatário do time de canabrava, que teve vida curta no Bahia.
Acima, as camisas 1 e 2 em ação, praticamente limpas, sem patrocínio master, da forma que foram lançadas originalmente(apenas o IN no peito e Vedacit nas mangas)
Veja, na sequência abaixo, as diversas variações de patrocínio que as camisas de 2009 tiveram ao longo de sua existência:
Patrocínio City Park Brotas, usadas inicialmente em 4 jogos em casa na Série B 2009
Aqui, com patrocínio City Park Acupe, também usadas em 4 jogos em casa, na sequência do empreendimento de Brotas - percebam que a cor da palavra "City" é diferente
Patrocínio Diagnoson, utilizado apenas contra o Figueirense, fora de casa, pela Série B 2009
Depois do sucesso dos City Park´s, a OAS assume o patrocínio master com sua própria marca (inicialmente pequena). Saem o "IN" do peito e o Vedacit das mangas.
Ainda com patrocínio OAS pequeno, o "IN" volta à camisa, desta vez nas mangas
Já no campeonato baiano 2010, a OAS agiganta sua marca na camisa, que ficaria assim até o final de sua trajetória, em agosto de 2010
Na fase final do Baianão 2010, a camisa estampa o patrocínio BMG nos ombros
O Blog "Camisa do Bahia" se fez presente no lançamento da nova coleção da Lotto para 2010, e captamos as imagens abaixo:
COMENTÁRIOS DO BLOG:
Apresentadas as camisa do Bahia, alguns comentarios sobre as camisas 1 e 2 devem ser feitos. Vamos a eles: Com relaçao à camisa tricolor, foi a que mais agradou, ficou linda. Recupera o padrão com listras tricolores, entretanto com um toque de modernidade. Finalmente a Lotto lembrou que o Bahia é um time azul, vermelho E BRANCO, e não apenas azul/vermelho! As faixas vermelhas laterais que avançam para a manga dão uma renovada no consagrado padrão. O corte da manga e a barra diferenciada dão uma boa moldura para o conjunto. A gola voltou a ser "polo redonda" (como no modelo 2008), que embora não seja unanimidade, tem seus méritos e agrada a muitos. Antes do lançamento, diziam que ela teria sido inspirada no modelo de 59, mas vendo-a ao vivo e em cores, ficou muito longe disso. Mas de forma alguma isso tira o mérito da camisa, que ficou realmente bonita e agradável. Já a camisa branca passou a ter mais detalhes em azul e vermelho, abandonando a monotonia da camisa toda-branca-sem-sal de 2009. A gola, os detalhes das mangas e da barra (divididas ao meio em azul e vermelho) sao bem diferentes e, embora estranhos de inicio, têm tudo para agradar. O único porém sao as finas listras nas laterais. Desnecessárias. Embora discretas, destoam do conjunto que ficaria mais sobrio e imponente sem elas. No mais, material de excelente qualidade e acabamento impecável, como é costume da Lotto. Triste mesmo foi o gigantismo do patrocínio da OAS, que mancha um pouco a beleza das camisas, sobretudo a branca. E o grande deslize, unânime entre os torcedores, foi o uso da cor preta no patrocínio. A mudança do emblema da Lotto nas mangas, que deixou de ser um quadrado vazado, "limpou" um pouquinho o visual das mangas. Fora isso, foram perceptíveis o aumento de tamanho tanto do escudo quanto do logotipo da Lotto. A tipografia da numeração das costas permanecem inalterados, mantendo o padrão da coleção anterior, bem como as cores (vermelha na camisa branca e branca na camisa tricolor). Notas do blog Camisa do Bahia: tricolor 8,5; branca 8. Ficamos, agora, no aguardo da tão falada e esperada terceira camsia, a ser lançada em pouco tempo.
(Comentários de Arilde Junior e Ruy Guimarães - Fotos de Arilde Junior e Ronei)