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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

LANÇAMENTO DAS NOVAS CAMISAS 2010

O Blog "Camisa do Bahia" se fez presente no lançamento da nova coleção da Lotto para 2010, e captamos as imagens abaixo:










COMENTÁRIOS DO BLOG:

Apresentadas as camisa do Bahia, alguns comentarios sobre as camisas 1 e 2 devem ser feitos. Vamos a eles:
Com relaçao à camisa tricolor, foi a que mais agradou, ficou linda. Recupera o padrão com listras tricolores, entretanto com um toque de modernidade. Finalmente a Lotto lembrou que o Bahia é um time azul, vermelho E BRANCO, e não apenas azul/vermelho! As faixas vermelhas laterais que avançam para a manga dão uma renovada no consagrado padrão. O corte da manga e a barra diferenciada dão uma boa moldura para o conjunto. A gola voltou a ser "polo redonda" (como no modelo 2008), que embora não seja unanimidade, tem seus méritos e agrada a muitos. Antes do lançamento, diziam que ela teria sido inspirada no modelo de 59, mas vendo-a ao vivo e em cores, ficou muito longe disso. Mas de forma alguma isso tira o mérito da camisa, que ficou realmente bonita e agradável.
Já a camisa branca passou a ter mais detalhes em azul e vermelho, abandonando a monotonia da camisa toda-branca-sem-sal de 2009. A gola, os detalhes das mangas e da barra (divididas ao meio em azul e vermelho) sao bem diferentes e, embora estranhos de inicio, têm tudo para agradar. O único porém sao as finas listras nas laterais. Desnecessárias. Embora discretas, destoam do conjunto que ficaria mais sobrio e imponente sem elas.
No mais, material de excelente qualidade e acabamento impecável, como é costume da Lotto. Triste mesmo foi o gigantismo do patrocínio da OAS, que mancha um pouco a beleza das camisas, sobretudo a branca. E o grande deslize, unânime entre os torcedores, foi o uso da cor preta no patrocínio. A mudança do emblema da Lotto nas mangas, que deixou de ser um quadrado vazado, "limpou" um pouquinho o visual das mangas. Fora isso, foram perceptíveis o aumento de tamanho tanto do escudo quanto do logotipo da Lotto. A tipografia da numeração das costas permanecem inalterados, mantendo o padrão da coleção anterior, bem como as cores (vermelha na camisa branca e branca na camisa tricolor).
Notas do blog Camisa do Bahia: tricolor 8,5; branca 8.
Ficamos, agora, no aguardo da tão falada e esperada terceira camsia, a ser lançada em pouco tempo.

(Comentários de Arilde Junior e Ruy Guimarães - Fotos de Arilde Junior e Ronei)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A CAMISA VERMELHA DO BAHIA


Vez por outra nos deparamos com algumas novidades que nos deixam de queixo caido. Pensei que soubesse tudo sobre as camisas do Bahia, mas ouvi muitas vezes meu pai dizer: "o Bahia usou uma camisa vermelha num torneio que jogou em Nova Iorque, se você não tiver essa, sua coleção nunca estará completa". Nunca levei muito isso a sério, porque, além de já ter fuçado tudo que pude sobre a história do Bahia, ele foi a única pessoa que me falou sobre a existência desse uniforme. Pouco tempo atrás, uma pista: Dodô, ele mesmo, que me deu a camisa de 1962, me disse que tinha uma foto do time na disputa desse torneio. Mais uma vez, com ajuda de seu irmão, Raimurildo, conseguiu a foto para mim. Se o uniforme nao é um primor estético, pelo menos, inova um pouquinho, trazendo para a camisa o vermelho relegado sempre ao meião e a alguns detalhes do acabamento do uniforme. Acho que o short poderia ser branco, mantendo-se o mesmo meião, mas, só a mudança já é interessante. Provavelmente, será impossível conseguir uma camisa dessas, mas, caso surja alguma, estará imediatamente postada nesse blog...Vocês verão aqui a foto do time e a foto da réplica perfeita da camisa já providenciada pelo colecionador Duda Sampaio. Ainda posto o texto da Wikipedia, também "pescado" por Duda, explicando o torneio com detalhes.

No ano de 1964 o Bahia participou do ISL (International Soccer League), torneio que foi disputado entre os anos de 1960 e 1965, e congregava equipes da Ásia, América do Sul, Canadá e México. O seu formato se assemelhava ao atual Mundial Interclubes. William Cox, um rico empresário americano, dono de um time de baseball (Philadelphia Phillies) via um amplo mercado inexplorado nos EUA para o futebol. O torneio, inicialmente jogado em Nova York depois se expandiu para outras cidades americanas: Chicago, Detroit, Boston e Los Angeles. Os campeões foram: 1960 – Bangu (BRA); 1961 – Dukla Praga (TCHE); 1962 – América-RJ (BRA); 1963 – West Ham United (ING); 1964 – Zaglebie Sosnowiec (POL); 1965 – Polônia Byton (POL). A participação do Bahia foi vexatória: participando do Grupo I, juntamente com o Werder Bremen (ALE), Heart of Midlothian (ESC), Lanerossi-Vicenza (ITA) e o Blackburn Rovers (ING), o time ficou em último no seu grupo, jogando seis partidas, com 2 empates e 4 derrotas, marcando 5 gols e sofrendo 12 tentos. A camisa que o Bahia usou era toda vermelha, gola pólo e punhos azuis.


http://en.wikipedia.org/wiki/International_Soccer_League

domingo, 4 de julho de 2010

2008: SAI DIADORA, ENTRA LOTTO





O ano era 2008. Empolgado com a subida para a Segundona - que proeza!!! - o tricolor muda de fornecedor de uniformes. Sai a italiana Diadora e entra a conterrânea Lotto. A Diadora resolveu sair do mercado brasileiro, dedicando-se à moda casual e a esportes menos tradicionais, como o tênis. Na prática, continuava tudo como antes, pois ambas as marcas eram representadas pela mesma empresa no Brasil (a Filon). A Lotto abocanhou as 3 equipes de maior torcida patrocinadas pela Diadora (Bahia, Atlético-MG e Coritiba - Santo André e Ponte Preta ficariam de fora, retornando um ano depois), além de outras equipes patrocinadas por Puma e Topper (Goiás e Sport), também representadas pela Filon, Numa boa estratégia de mercado, a marca passou a se associar a equipes de grande apelo popular, donas das maiores torcidas de seus estados, independente das divisões que jogavam, como Bahia, Galo, Coritiba, Goiás, Sport, Fortaleza, Paysandu, além de algumas outras de menor expressão.
Depois de muita festa, de desabamento de arquibancada e de terceira camisa usada só em um tempo de jogo, a nova marca chega para se associar a um time que prometia o retorno à primeira divisão. Sem muitas novidades em campo, Fausto, Charles, Ávne - sempre ele nos momentos ruins - e outros "craques" remanescentes da Terceirona, o fiasco foi o esperado e o Bahia, em momento algum ameaçou a liderança do Corinthians ou dos demais integrantes frequentes do G4 na luta pela tão sonhada vaga para a Série A.
Falando na camisa nova, um detalhe que chamou a atenção e gerou controvérsia foi a gola. Tanto a camisa branca quanto a tricolor tinham uma gola diferente. Uma mistura entre gola "careca"ou redonda com gola pólo. Embora diferente, casou bem com o conjunto dando um certo "charme" às camisas. Na branca, nenhuma novidade. Toda lisa com frisos laterais delimitadas por uma costura mais grossa. Patrocínio aveludado enquanto era FIAT, passando a ser silkado quando passou para Insinuante (a FIAT passava a estampar sua logomarca, abandonando a estratégia de anunciar seus lançamentos no mercado nacional, como Fiat Idea, Novo Palio, etc). Já a camisa tricolor voltou a ter as listras brancas mais finas intercalando as azuis e vermelhas, que passaram a ser mais largas, ficando em número de quatro apenas. Completando o design, um friso lateral curvo formava uma moldura para as faixas centrais. Outra sacada legal era a ausência da caixa do patrocínio: a logomarca da patrocinadora foi envolvida por uma discreta moldura azul qua a destacava sem comprometer o conjunto. Para quem não lembra, esse modelo lembrava os da Amddma e da Proonze, que tinham, entretanto, o azul mais encorpado que o da Lotto. Ainda assim, a inspiração foi uma camisa usada na década de 60, que tinha a mesma disposição das listras, usada por pouco tempo. Outro detalhe: a primeira remessa da camisa, inclusive as de loja, tinha tecido mais grosso, com aspecto "trançado", muito parecido com as camisas da Nike originais, as famosas "Authentic". Já a segunda remessa, tanto da home como da away, passou a ser confeccionada com tecido liso, mais fino, repetindo o padrão "supporter" também da Nike. Somente os frisos laterais mantiveram o tecido original.
Enfim, marca decente, camisas corretas e time... precisa falar?

Acima, a camisa 1 sendo usada na Série B de 2008

Camisa 2, listrada, em ação pela Série B de 2008



As listras largas já tinham sido usadas em 94, quando o Bahia tinha seus uniformes feitos pela Amddma/Proonze, que por sua vez tb já tinham figurado nas camisas tricolores no fim dos anos 60, como é possível ver abaixo, em imagens de um Bahia x Santos na Fonte Nova, onde o zagueiro Nildon tirou em cima da linha o possível 1000º gol de Pelé!




quinta-feira, 20 de maio de 2010

CAMISA DE 88



Interrompo, mais uma vez, a sequência cronológica de postagem das camisas do Bahia. Tenho feito isso quando surge alguma pérola que merece destaque. Dessa vez, para exibir a camisa campeã brasileira de 88. Como já disse anterirmente, para mim, a camisa tricolor da Adidas é imbatível. Sem frescuras, sem detalhezinhos, mas com personalidade e a cara do MEU BAHIA. Usada numa época em que ir à Fonte Nova não era diversão eventual quando não havia outro programa melhor. Durante anos, ver o tricolor jogar em sua casa era religioso. Dava gosto ver Bobô, Charles, Marquinhos, Paulo Rodrigues no auge da sua forma física, dando sangue (às vezes literalmente) por seu time. Não menos craque, não menos dedicado, era Zé Carlos, craque tricolor dos anos 80 que ostentou esse manto que hoje apresento. É fantástico garimpar camisas preciosas para a coleção mas, ainda melhor, é ganhar uma camisa quase impossível de achar de um amigo. É esse o cado. Conversando com Felisberto, amigo e dono do tradicionalíssimo Restaurante Juarez, no Mercado do Ouro, ele me falou que possuia essa camisa, usada e presenteada por Zé Carlos. Mais rápido que pude, ofereci: -compro!!. Duas semanas depois, qual minha surpresa: a camisa estava lá e, generosamente, Felisberto me doou a camisa. Sócio do Bahia, me mostrou sua carteirinha que guarda até hoje, apesar da fase do Esquadrão. Ainda deu tempo de um dos seus muitos clientes tentar demovê-lo da ideia de me presentear e oferecer R$ 100,00 pela camisa, recusados prontamente.
Infelizmente, estou sem a foto em que ele passa camisa às minhas mãos e, por isso, não a colocarei agora, mas assim que recuperá-la, postarei para vocês.
Jamais poderei agradecer o presente, mas faço essa humilde homenagem exibindo-a aqui. Obrigado, amigão!

domingo, 9 de maio de 2010

2007: UMA CAMISA, UMA TRAGÉDIA - PARTE 2 (A CAMISA AZUL)


No post anterior, falamos da última safra de uniformes que a Diadora forneceu ao Bahia em sua parceria de 3 anos com o tricolor baiano. Mas, na verdade, essa parceria foi encerrada mesmo com um 3° uniforme, inédito, que seria lançado apenas no último jogo do Bahia em casa naquela Série C, contra o Vila Nova.
O marketing que envolveu o lançamento dessa camisa foi bem sacado: uma enquete feita no site oficial oferecia duas opções de uniformes (que diferiam entre si apenas em alguns detalhes), para serem escolhidos pelo torcedor. Dizem as más linguas que, qualquer que fosse a opção eleita pela torcida, o novo terceiro uniforme já estaria escolhido. Mas o fato de, ao menos, colocar a torcida como "co-participante" da escolha já merece pontos. Mesmo depois de encerrada a enquete, o mistério ainda pairava no ar, pois a camisa escolhida só seria conhecida quando o Bahia adentrasse ao gramado da saudosa Fonte Nova. Vale lembrar que desde desde o ano 2000, quando vestiu a belíssima camisa alusiva aos 500 anos do Brasil, que o Bahia não lançava um terceiro uniforme.
A camisa em si parece que foi feita para encerrar com chave de ouro a parceria da Diadora com o clube, e ser a cereja do bolo do acesso à Série B. O lay-out, em si, seguia o padrão da marca, já utilizado nas camisas 1 e 2: mesmo corte, mesma gola, mesma tipografia e mesmo patrocínio. Era toda azul, com algumas listras verticais em tons mais escuros, em degradê, e uma fina listra vermelha entre elas. Os demais detalhes da camisa, tais como patrocínios, gola, números e barras vinham em dourado.
Esta camisa é, com certeza, a mais bela lançada pela Diadora para o tricolor, e talvez uma das mais bonitas de todos os tempos.
Uma pena o jogo de sua estréia ter sido marcado pela tragédia que marcou uma ocasião que deveria ter sido de festa e comemorações.
A camisa só foi usada nesta partida e, ainda assim, apenas no 1° tempo (depois do penalty perdido por Nonato, a superstição falou mais alto e o time voltou com a tradicional camisa tricolor listrada para o segundo tempo). Após este jogo, ela foi compulsoriamente "aposentada". Não sabemos se a intenção do clube era realmente usá-la apenas no jogo do acesso ou se ela seria usada nos jogos do início do ano seguinte e a tragédia terminou por abreviar sua curta vida. Algum tempo depois, surgiu na internet, em sites de leilão, a versão manga longa dessa camisa, o que nos faz pensar que a camisa poderia vir a ser, sim, usada em mais jogos (se a real intenção fosse usá-la em apenas uma partida, certamente não teriam feito um lote adicional numa versão manga longa, ainda mais que o jogo seria num domingo de novembro à tarde, em Salvador). Enfim, um mistério que talvez nunca desvendaremos. Essa versão manga longa nunca chegou a ser comercializada oficialmente.
Mas com certeza essa camisa marcou, bem e mal, o maior feito do clube nos últimos anos.


Time posando para foto, antes do fatídico Bahia x Vila Nova em 2007

Lances do jogo, que marcou negativamente o acesso do bahia para a Série B


Versão de mangas longas, que surgiu em sites de leilão na internet algum tempo depois de lançada. Essa camsia nunca foi oficialmente comercializada.

segunda-feira, 15 de março de 2010

2007: UMA CAMISA, UMA TRAGÉDIA



Dois mil e sete chegou e, mais uma vez, o Bahia tentaria deixar o fundo do poço da terceirona. A julgar pela falta de inspiração da Diadora na concepção da camisa branca de 2007, o ano não prometia muito.
A camisa branca era lisa, quase sem detalhes, exceto por duas faixinhas azuis nas laterais, friso das mangas e fundo da gola também azuis. A gola até que tinha um efeito interessante, dando a impressão de duas abas como se fossem de uma gola polo. Cópia fiel da camisa da Roma, também "abastecida" pela marca italiana, só que com cores diferentes. O único "charminho", só perceptível bem de perto, era o patrocínio aveludado da Fiat. Após algum tempo, a Acril passou a estampar sua marca nos ombros e a Onda Tricolor, auto-patrocínio do mal fadado programa de sócios do clube, passou a ilustrar a manga, poluindo um pouco o visual da camisa. Já a camisa tricolor é daquele tipo "ame-a ou deixe-a". Mangas azuis e corpo listrado em vermelho e azul, mais uma vez com a supressão das listras finas brancas. Acho o resultado final interessante, lembrando, levemente, a camisa do Bayern de Munique dos anos 90.
Como previsto, o ano foi duro. Campeonato baiano e Copa do Brasil passaram em branco para o Tricolor, mais uma vaz coadjuvante. Série C. O calvário começava de novo... Campanha irregular desde a primeira fase e só com um gol milagroso de Charles aos 50 minutos do segundo tempo contra o Fast Club (quem?), o Bahia conseguiu sua vaga para o octogonal final. A Fonte Nova recebeu públicos impensáveis para jogos daquele nível, com 60 a 70 mil pessoas. Frenesi da galera vendo o sonho de retornar para a Segundona se tornando real. A vaga foi praticamente assegurada no dia 22 de novembro contra o ABC de NATAL. Dois gols de Elias e um de Ávine (será que um dia o Bahia se livra dele???) aos 41 minutos do segundo tempo. Ninguém podia imaginar àquela altura, mas o gol do lateral seria o último da Fonte Nova, porque no domingo seguinte, dia 25 de novembro, a Fonte Nova seria palco de um jogo oficial pela última vez. Após usar no primeiro tempo a esperada camisa número 3 - que será motivo de um post à parte, aguardem - o tricolor voltou para a etapa final com a camisa tricolor, talvez pela superstição histórica dos dinossauros tricolores. Nonato perdeu um penalti no primeiro tempo e, como os resultados faziam o Bahia e o Vila Nova de Túlio Maravilha, adversário daquela tarde, retornarem à segunda divisão, o segundo tempo foi um baba, só para esperar o apito final. Enquanto verdadeiros vândalos comemoravam invadindo e destruindo o gramado, toldos dos bancos de reserva, carrinho da maca, sete pessoas morriam no desabamento de parte da arquibancada do anel superior do estádio. Para cumprir tabela, um joguinho contra o Crack de Goiás, em campo neutro. Em caso de vitória o Bahia se sagraria campeão da terceirona. Derrota por 5 a 3. Apesar de tudo, a meta foi cumprida... Essa foi a epopéia do último uniforme confeccionado pela Diadora.
Por questões de estratégia de mercado, a marca abandonava o futebol brasileiro, passando a dedicar-se a outros esportes, como o tênis, e à linha casual. Deixou órfaos, além do Bahia, Coritiba, Atlético Mineiro e Ponte Preta. Depois de 3 anos vestindo o tricolor, fazemos um balanço positivo do resultado dessa parceria. No geral, tivemos uniformes bem feitos e, salvo um ou outro detalhe, de bom gosto, não obstante a padronização de seu lay-out, que tanto falamos nos posts anteriores. A compatriota Lotto chegaria para lhe substituir. A Diadora seria a primeira marca de material esportivo que nunca ganhou um título sequer vestindo o Bahia. Triste fim para uma grande marca.



Fotos das camisas 1 e 2 em ação pela Série C de 2007


Enquanto vândalos (não podemos chamá-los torcdores) destruíam a Fonte Nova, 7 vidas eram ceifadas na maior tragédia da história do estádio

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

2006: A evolução da Diadora



Chegamos ao ano de 2006. O ano que seria o “ano da virada”, o divisor de águas na história do Bahia, já que o time tinha caído da Série B para a C no ano anterior e tinha por obrigação voltar à Segundona (e, de preferência, como campeão).

Uniforme novo, mesmo, só em meados do ano. Isso se tornaria prática comum com a Diadora (e, posteriormente, com a Lotto). Mas já tinha patrocinador novo na camisa, a Fiat (que substituía a tosca Muriel), e isso obrigou o time a jogar todo o campeonato baiano com uma camisa “tampão”, como são conhecidas as camisas improvisadas que um time usa durante pouco tempo enquanto não lança novos modelos para aquela temporada. Isso se fez necessário pelo fato de o time já ter um novo patrocinador assinado, porém ainda não ter lançado sua nova coleção. Sendo assim, o Bahia teve que jogar o Baianão de 2006 com a camisa de 2005, porém já estampando o novo patrocinador.

Finalmente, após o campeonato baiano, o tricolor lança suas novas camisas para a Série C. E é perceptível a evolução das mesmas no que diz respeito a tecido, corte e design. As camisas melhoraram muito em relação às suas predecessoras.

Na branca, novamente o problema da padronização da marca: como foi falado no post anterior, a camisa seria nada mais que uma cópia da camisa da Roma, Cobreloa, Santo André, etc, adaptadas ao Bahia. A camisa estava menos justa ao corpo e passava a ter uma faixa azul/vermelha descendo do pescoço até a barra da camisa, no lado direito da mesma. O logo “One of Eleven” permanecia na manga. A posição do escudo (no centro), a tipografia do número às costas e o logo Diadora permaneciam inalterados.

Mas a evolução mesmo viria na camisa tricolor: na minha opinião, ela é, simplesmente, a camisa listrada mais bonita que o Bahia lançou desde os tempos da Adidas. A camisa era perfeita: tons de vermelho e azul no ponto, largura das listras corretas, espaçamento em branco na medida, escudo no lado esquerdo do peito... até mesmo o patrocínio caiu bem na camisa, bem como o logo da Diadora. Pra mim, perfeita. Um bom exemplo de que o simples pode ser bom.

No que diz respeito a patrocínio, a montadora Fiat voltava a ser a patrocinadora master do time após 4 anos, exibindo na camisa os seus lançamentos.

Porém, dentro de campo o time não correspondeu... o time, fraco, não conseguiu (novamente) ser campeão baiano, foi eliminado (novamente) na Copa do Brasil e não conseguiu (novamente) subir de divisão, sendo fadado a permanecer por mais um ano no porão do futebol brasileiro. Uma pena que um dos uniformes mais bonitos da história recente do tricolor teve que ficar no ostracismo e uma terceira divisão.

A Diadora continuava com seu pé-frio no Tricolor.


Uniforme 1 em ação pela Série C de 2006.


Uniforme 2 em ação pela Série C de 2006

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

CAMISAS RETRÔ. RETRÔ?

De uns tempos pra cá, uma onda saudosista invadiu o mundo das camisas de futebol: são as famosas camisas "retrô". Camisas que marcaram época ou que vestiram equipes na conquista dos seus principais títulos são relançadas nos dias atuais, ora mantendo a mesma qualidade do material da época, ora modernizadas com a tecnologia atual mas com os traços que lhe fizeram famosas Brasil (ou mundo) afora.
Eu, por exemplo, tenho visto uma série de lançamentos dessas camisas chamadas "retrô" de diversos times do Brasil e do exterior. Algumas são verdadeiras pérolas, como a do Liverpool, que vi na Centauro este fim de semana. A coleção do Internacional-RS , assim como a do São Paulo, ambas da Reebok, está tão linda, que nao ficaria feio usá-la para ir a uma festa (percebam na camisa do São Paulo o esmero no tecido amarelado, pra dar um aspecto "envelhecido", deixando-a mais paracida com a da época).
O Bahia, é claro, não poderia ficar fora dessa moda. Começou extra-oficialmente com uma ou outra confecção independente fazendo camisas por conta própria, à revelia do clube (exemplos aqui e aqui ), algumas delas tão mal feitas que em quase nada lembram as camisas aludidas (percebam nos links anteriores o logo da Adidas em azul, sendo que na época era vermelho). Depois de algum tempo, o time se rendeu ao modismo e lançou recentemente sua coleção retrô. Nada melhor, então, que comemorar os títulos de 59 e 88. Pra começar, fizeram campanha no site do tricolor pedindo que os torcedores cedessem camisas da época para servirem de modelo. Como assim? O Bahia não tem camisas da época no seu acervo? Não há fotografias da época para que se copie o modelo? Péssimo começo. Depois de muita demora, saem as duas camisas quase simultaneamente e... decepção!!! Pra começar, falarei da mais "defeituosa": a de 88. Imperdoável o fato de estaparem uma estrela sobre o escudo. Gostaria que alguém me dissesse quando foi que o Bahia jogou com uniforme com uma estrela no peito. O título da Taça Brasil de 59 passou a ser aludido na camisa somente após a conquista do Brasileirão de 88, quando passaram a estampar DUAS estrelas. Nem a CBF reconhece esses títulos da Taça Brasil como equivalentes ao Campeonato Brasileiro, o que eu acho um equívoco, pois esse era o campeonato mais importante da época e classificava para a Libertadores... Mas essa é outra discussão. Outra coisa: a camisa da época era da Adidas. Se não pode se fazer um acordo para que esta fabrique a camisa retrô da marca, se não dá para colocar as três listras características da marca, então não coloque nenhuma. Agora, colocar duas listras? A emenda saiu pior que o soneto... Para concluir, cadê o Coca-Cola? O Bahia de 88 usou a marca em todas as partidas. Também não gosto de nomes enormes no meio da camisa do meu time, mas já que tinha na época, porque não colocar agora??? A camisa do Liverpool, a qual me referi no começo do post, tem o patrocínio da época e não o atual. Perfeita. O Palmeiras, pra citar um exemplo doméstico, também lançou recentemente sua camisa retrô e fez uso do antigo patrocinador da época. O Bahia não poderia fazer o mesmo???

Com relação a de 1959, poucos defeitos perceptíveis. Essa, só vi em foto, mas já dá para perceber duas falhas: primeiramente, a gola, que nessa reedição virou polo. Não era assim na época. Era em "V", com gola pontuda e grande para os padrões de hoje. Mas, se vamos reeditar a daquele tempo, tentemos fazer o mais próximo possivel. A segunda falha: o Bahia não usava escudo naquela época!!! Porque a retrô tem escudo??? Aliás, em 1959 e até algum tempo depois, o uniforme do Bahia era camisa branca ou tricolor, calção azul com faixa de tecido amarrada ou costurada na cintura e meião CINZA. Isso mesmo, cinza...

Ademais, é o seguinte: o tecido é bacana (a de 59, inclusive, parece "lavada", para dar impressão de desgaste do material), parecido com o da época mas com acabamento bem mais caprichado. A intenção vale bastante, já que o Bahia tem que lançar mão de tudo que for possível para vender sua marca e lucrar com isso. Só falta ter voz um pouco mais ativa nessas "jogadas" de marketing para que seus símbolos e sua história não sejam maltratados pela modernidade.


(Texto com a colaboração de Arilde Junior)


Camisa retrô de 88: uma estrela? Duas listras? Deprimente.





Camisa retrô 59: a original não tinha escudo e a gola era maior

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

2005: A chegada da Diadora



2005 foi um ano um tanto quanto conturbado no Bahia no que diz respeito a uniformes. Pra começar, o contrato com a Penalty tinha terminado no final do ano anterior e, como o time não fechou de imediato com uma nova fornecedora, teve que jogar o campeonato baiano com restos de material do ano anterior. Assim sendo, era comum ver o Bahia jogando com camisas desbotadas, patrocínios aplicados grosseiramente na camisa, apliques e numeração soltando no meio do jogo, etc. Um verdadeiro lixo. E lembrando que esses “restos” ainda tinham que ser divididos com todas as categorias de base.Ou seja, caos geral.

Depois de alguma negociação, o Bahia fecharia contrato com a Rhumell, que voltava ao clube depois de 10 anos (já tinha patrocinado o clube em 94/95, usando tanto o nome Rhumell quanto o de suas subsidiárias Amddma e Proonze). Quando tudo parecia resolvido e finalmente o Bahia teria roupa nova em 2005, o clube rompe unilateralmente o contrato com a empresa (que já praticamente falida, respondia a processos judiciais diversos) por uma razão aparentementemente banal: a empresa errou o tom de azul da camisa do Bahia. Na mesma época, ela já havia cometido erros crassos em outros clubes, como por exemplo no Joinville, onde ela forneceu um lote inteiro de camisas com o nome do clube escrito de maneira errada (Joenville, com “E” mesmo). Tamanha incompetência foi a gota d´água.

O clube voltou ao mercado e rapidamente fechou com a multinacional italiana Diadora, num contrato de 3 anos. A decisão parece ter sido acertada, pois as camisas viriam com um material de melhor qualidade, com design italiano atualizado com o que era fornecido na Europa e com a chancela de uma empresa de nível mundial, que fornecia pra vários times e seleções de renome ao redor do mundo. Porém isso tudo viria a ter um preço: a padronização da camisa de acordo com o lay-out mundial da marca. O Bahia perderia a exclusividade de ter camisas especialmente desenhadas para si, como era na época da Penalty. Passaria a ser apenas “mais um” no cast da Diadora. Se você quisese, por exemplo, saber como seria a camisa do Bahia pra determinada temporada, bastava olhar a camisa da Roma, sempre lançada na Europa alguns meses antes: a camisa seria igual, mudando apenas as cores e patrocinadores. Como também seria igual à camisa do Santo André, do Palmeiras, do Cobreloa, do El Nacional do Equador, dentre outros.

Seguindo essa linha, a camisa branca veio no padrão Diadora: tecido mais elástico, no estilo “kombat” (colado ao corpo, pra dificultar a puxada de camisa por parte dos adversários), duas faixas azul e vermelha que saiam do pescoço em direção à axila direita e o símbolo “One of Eleven” na manga, padrão de identificação da empresa (que na camisa do Palmeiras mudava de cor conforme aumentava a temperatura do corpo... tecnologia esquecida na camisa do Bahia). E, pra completar, o tosco patrocínio Muriel, que já vinha sendo usado desde o começo do ano nos molambos da Penalty, junto com o logo da Fiat nas mangas. De um modo geral, o conjunto não era nenhum primor de beleza, mas era harmonioso e não comprometeu a estética. No uniforme 2, nada empolgante: camisa, sem sal, tinha muito branco “sobrando” (tradicionalmente, nas camisas 2 do Bahia o branco é só um detalhe) e na parte listrada, que realmente era o que interessava, listras azuis e vermelhas coladas... sem o branco! Ou seja, totalmente “nada a ver” com a tradição de camisas listradas do Bahia (tudo bem, a Diadora não foi a primeira nem seria a última a cometer esse sacrilégio).

O resultado é o que pode ser visto nas fotos acima e abaixo. Em campo, a camisa não trouxe muita sorte ao tricolor: mais uma vez, como já estava tornando-se praxe, sem título no campeonato baiano, péssima campanha na Copa do Brasil e queda para a Série C do Campeonato Brasleiro.

A Diadora chegava com o pé esquerdo ao Bahia.

Evento de lançamento dos novos uniformes Diadora


Artilheiro Dill vestindo a camisa branca em 2005


Uniforme 2 em ação pela Série B de 2005


Uéslei vestindo a camisa branca em sua apresentação

Acima, a camisa da Rhumell que seria usada caso o contrato não fosse rompido