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domingo, 25 de janeiro de 2015

O RETORNO DA PENALTY

Pedindo desculpas pela demora, mostraremos e comentaremos os novos uniformes produzidos pela Penalty, que já havia sido fornecedora do clube entre 1995 e 2004.
Quase inesperadamente, ainda durante o campeonato brasileiro de 2014, na partida em que o Bahia bateu ao Grêmio por 1 a 0, reacendendo a esperança da torcida na fuga do rebaixamento, o time estreia o uniforme home. Trazendo como novidade listras verticais em azul e vermelho que passavam sob o escudo, cola V e punhos em azul com detalhe vermelho na parte superior da camisa.  Dois frisos azuis sobre a costura dos ombros arrematam. Tecido de boa qualidade, bom caimento, a camisa supera a quase todas produzidas pela finada Nike. Calções azuis com detalhe vermelho nas barras das pernas e meião vermelho, voltando a ter o escudo do Tricolor e faixas azul e brancas, conferindo um diferencial à peça jamais aplicado pela ultima fornecedora. Como ponto negativo, a insistência da Penalty em usar a fonte azul para o numero. A despeito do capricho na escolha do número, do contorno vermelho, a tradição diz que a numeração em vermelho equilibra mais a nossa camisa. A falta do patrocinio master ajuda a manter a camisa limpa e o pequeno Canaã no ombro direita nao chega a comprometer.





Depois da estreia vitoriosa da camisa branca, era vez de vermos o manto tricolor. Ainda na luta contra o rebaixamento, enfrentamos o Coritiba, no Paraná. Derrota de virada e queda para a segundona... Apesar disso, voltamos a ter uma camisa verdadeiramente tricolor, como sempre deveria haver. Gola redonda azul, que, infelizmente, some no conjunto, além de ser confeccionada com tecido que destoa do azul das listras verticais, punhos azul, mas separados da manga por um filete branco, que melhora o erro da gola. Uma solução curiosa foi dada para a aplicação do logo da Penalty - duas listras verticais azuis se unem por uma horizontal, formando um H, onde esta aplicada a logomarca, aveludada, em branco. Mais um detalhe: sob o escudo, esta gravado em baixo relevo BBMP, que representa o grito de guerra da torcida tricolor. O maior ponto para a Penalty, no entanto, foi ter dado fim a famigerada caixa vermelha as costas. O numero branco com bordas azuis tem o destaque necessario aplicado diretamente sobre as lisreas tricolores.






Mais um charminho para fechar o pacote- todas a coleção tem aplicado no dorso, entre o numero e a gola, uma termocolante com o escudo do Esquadrão e novamente o tradicional BBMP. Se não é propriamente uma grande novidade, pelo menos mostra que a marca tenta agradar, fazendo um produto especifico para o Bahia.



Para concluir, não podemos deixa de citar a rápida polêmica insuflada pela midia, que repercutiu uma comparação entre a camisa home do Bahia e uma antiga camisa do Juventude de Caxias. Obviamente, as camisas tem alguma semelhaça, mas, definitivamente, não são iguas. O marketing do clube divulgou nota explicando que a camisa fazia uma alusao ao uniforme usado pelo clube em 1962, em jogo contra o Campinense na Fonte Nova, valido pela Taca Brasil daquele ano, um dos raros com listras verticais aplicadas na camisa home. Cabe aos leitores o julgamento...





sábado, 30 de agosto de 2014

COM ATRASO...


Bem, depois de longa hibernação, estamos fazendo um post com velhas novidades... Parte desse atraso é fruto da grande confusão que guia a relação tríplice Bahia x Nike x Netshoes. Notícias desencontradas, declarações de vários representantes do clube e zero informação do fornecedor e do patrocinador. Com isso, o Bahia passou quase todo o primeiro semestre usando as camisas branca e azul/rosa, feita para ser a terceira opção, mas que terminou virando a camisa away. Mesmo parecendo que a relação com o fornecedor esteja encerrada ou com dias contados, surgiram nas lojas dois uniformes que seriam a esperada camisa tricolor e a camisa amarela, feita pela Nike como homenagem a seleção brasileira, por ocasião no Mundial, que se realizaria aqui poucos dias depois... Curiosamente, Corinthians, Santos, Coritiba e Internacional puderam usar a tal da camisa amarela antes da Copa, o que não aconteceu com o Esquadrão. Muitas camisas amarelinhas nas arquibancadas da Fonte Nova, nenhuma em campo... Que confusão!
Vamos a elas:
Começando pela camisa tricolor, finalmente atenderam ao apelo da torcida. Numa suposta alusão ao titulo brasileiro de 88, prepararam uma camisa tradicional, aquela que você olha de longe e sabe que é o Bahia em campo. Gola V, tecido muito melhor que o das camisas anteriores, quase do nível do usado nas camisas de Corinthians e Inter, por exemplo, punho branco, mais largo que o tradicional, que não chegou a comprometer o conjunto, como fez a famigerada caixa vermelha, absolutamente dispensável, nas costas. Para sorte ou azar do clube, foi encerrado o contrato de patrocínio com a construtora OAS. Azar da perda da receita gerada pela propaganda, sorte de ter a camisa mais limpa, sem uma estampa rubro-negra bem na frente do seu uniforme (coisas a que só o Bahia se submete, estampar as cores do seu rival no próprio uniforme!).
Apenas um pequeno patrocínio da Canaã Alimentos nas mangas, que não afeta a harmonia do conjunto. Nas ultimas partidas, aplicaram uma propaganda institucional Sócio do Bahia, que ate caiu bem no uniforme, apesar do tamanho. Nada muito chamativo, sem box. Só o contorno branco para destacar as letras...





Ja sobre a camisa amarela, há pouco a falar. Camisa com tecido chinfrim, com faixas em dois tons de amarelo verticais, gola tricolor. Acabamento mal cuidado, sem punho nas mangas, que dão ainda pior impressão sobre a camisa, alem da medonha, triste, horrenda e, acima de tudo, incompreensível caixa amarela nas costas, já que a fonte da numeracao é azul, o que gera excelente contraste, mesmo com o amarelo escuro!
Com o imbróglio entre clube e fornecedor não se resolveu antes da Copa, não houve a homenagem à selecao e pronto. Ficou por isso mesmo. De certo modo, foi ate bom... Homenagear a quem presta o papelão que o Brasil prestou pode ate pegar mal, assim como essa camisa....




terça-feira, 10 de setembro de 2013

A NOVA TERCEIRA CAMISA - 2013


Ainda que com certo atraso, o Camisa do Bahia vem trazer a sua opinião sobre o lançamento da nova terceira camisa do Bahia. De imediato, a primeira crítica à senhora Nike: porque raios lançar o terceiro uniforme antes do segundo??? Isso já foi feito ano passado, e desagradou a boa parte da torcida; porque raios lançar uma camisa 2013 no final de agosto?? Fazia logo um lançamento único, com as 3 camisas - ou as duas primeiras, pelo menos - num evento, como já foi feito em oportunidades anteriores e pronto!
Vamos à camisa: como não poderia deixar de ser, nada de novo em se tratando de Nike. Mais uma vez, de novo, novamente, uma camisa "genérica" do catálogo Teamwear da empresa, apenas adaptada com escudo do Bahia e patrocinadores. Há alguns posts atrás, já tínhamos projetado que a terceira camisa seria no estilo degradê; imaginávamos que a camisa seria branca e vermelha, porém a Nike surpreendeu com "cherry e navy", como ela denomina as cores da camisa, mas pode chamar de azul e rosa, mesmo.

 Eis o catálogo de camisas "genéricas" da Nike, de onde saem os "lançamentos" do Bahia

Detalhe da nova camisa

Esta camisa, aliás, como todas as outras da Nike, são compartilhadas entre diversos times ao redor do mundo. Esta, especificamente, é uma cópia exata da camisa do Freiburg, da Alemanha, como pode ser visto na imagem abaixo:

Bahia e Freiburg, cópias idênticas


Preguiça da Nike em criar algo novo para os times que não fazem parte do primeiro escalão do seu "cast".
Quanto à camisa, em si, assustou um pouco, num primeiro momento, o uso do rosa. Mas a camisa parece ter sido bem aceita pela torcida sem problemas, tanto é que está sendo um sucesso de vendas.
O novo manto estreiou na Fonte Nova, quando o Bahia venceu o Náutico por 2 a 0 no dia 25 de agosto, em jogo válido pela 16ª rodada do Brasileirão.
A composição da camisa com o short e meião azuis caiu muito bem. Nas imagens abaixo é possível ver como ficou o novo uniforme completo, durante a partida. Ponto também para os números prateados nas costas, que deram um toque mais, digamos, requintado à nova camisa.
Como pontos de melhoria, achamos o efeito degradê poderia se estender também às costas da camisa, e o patrocínio "Magazine Luiza", também na parte de trás, poderia também ser em prateado, acompanhando a mesma tonalidade dos números.





domingo, 9 de junho de 2013

E A NOVA CAMISA APARECEU...

Finalmente, dia 08/06/2013, foi lançada a primeira camisa do Bahia para a temporada 2013. Depois de anunciada a estréia para o jogo contra o Botafogo - RJ em Aracaju (o Bahia está impossibilitado de atuar em Pituaçu e na Fonte Nova, por estarem esses estádios entregues à FIFA por conta da Copa da Confederações e, estranhamente e sem justificativa plausível, não atuou em Feira de Santana, a 110 km da capital, contra o clube do holandês Seedorf), o lançamento tão aguardado do novo "manto" ocorreu na distante Volta Redonda, contra o combalido Vasco da Gama, diante de 3.986 testemunhas, provavelmente uns 80 a 100 destes, tricolores. Em mais uma "espetacular" ação do marketing azul, vermelho e branco, nem um mísero café da manhã, conferência com imprensa ou um desfile foi programado para lançar o novo uniforme. Não esquecendo que, além de de tudo isso, a própria Nike colocou inadvertidamente a foto da camisa na data prevista inicialmente para o lançamento, pouco depois adiado, "furando" a surpresa preparada pelo clube para o público fluminense.
Encerrando as trapalhadas dos marqueteiros do Tricolor, vale ressaltar que nenhuma das lojas "oficiais", incluindo aí a patrocinadora do clube, a Netshoes, tem as camisas para venda, mesmo depois do lançamento, sendo que é praxe em clubes grandes, haver até pré venda, aproveitando a expectativa que se gera em torno das camisas. vale lembrar que, segundo divulgado na imprensa, o Flamengo há aproximadamente um mês, vendeu cerca de 100 mil camisas no pré lançamento, antes mesmo de se conhecer qual seria o modelo do uniforme...
Falando da camisa, erramos. Na verdade, erramos parcialmente. Como especulava-se, acreditávamos e é praxe, a Nike manda para o Bahia, o que se chama "camisa de catálogo". Trata-se de um modelo que é feito como modelo, vendido em lojas como modelo fitness, para atividade física, mas que serve de modelo para vários clubes vestidos pela marca norte americana, mudando-se cores e um ou outro detalhe. Em geral, o modelo estréia num time grande e depois vai para as lojas em modelos genéricos. Aí está o nosso "meio erro": acertamos no catálogo, mas não no modelo exato.
Foto 1- a camisa do Bahia em seu modelo original.

A camisa é simples, bonita, com gola redonda, com abertura na parte frontal, com dois botões, o que confere uma certa originalidade ao modelo, já que a Nike tem insistido em golas redondas ou em "V", bastante simplórias. Netshoes nas mangas, OAS (ainda) como patrocinador máster e um Magazine Luiza bastante hipertrofiado na barra das costas da camisa (será que o valor da cota aumentou tanto quanto o tamanho da propaganda? Ou será que aumentou?). O azul royal volta ao uniforme, tanto na camisa como no calção, atendendo ao anseio de torcedores mais "conservadores". O conjunto pareceu interessante e harmonioso, lembrando os padrões mais simples produzidos pela Adidas nos anos 80.
Um "charminho" especial fica por conta da inscrição +ESQUADRÃO 88 + na parte de trás da gola, inserido numa faixa azul, simulando uma fitinha do Bonfim, numa alusão ao time bicampeão brasileiro em 1988.
Outro ponto positivo é a fonte da numeração, aparentemente inédita por aqui, fugindo da manjada fonte furadinha que estragou o dorso das camisas de quase todos os clubes nacionais que vestiam Nike desde o ano passado e manteve-se, por exemplo, na camisa do Coritiba para 2013.
Não tivemos contato com o tecido para opinar, mas as fotos dão a impressão de ter havido alguma melhora, aproximando-se mais do tecido Authentic usado pelos outros clubes vestidos pela mesma marca.
No geral, o conjunto ficou harmonioso, bem executado e com toques que mostram, dessa vez, alguma preocupação em dar personalidade à vestimenta tricolor.


Jogador escolhido pela Nike para estampar o site: Souza, jogador que nao está "de bem" com a torcida e não jogava há dois meses.







Para complementar a história, não custa mostrar alguns fatos:
1-A camisa é idêntica à camisa away do Manchester United 2012/2013, mudando-se, obviamente, as cores.

 2- Fuçando a internet, o que aparece? A nova coleção do Dundee United, glorioso clube escocês, que usará em 2013/2014, um mix das coleções passada e atual do Tricolor Baiano. A camisa vermelha, modelo imitando a do Arsenal, repete a third do Bahia de 2012. A branca, é a mesmíssima que vestirá o esquadrão esse ano. A laranja, degradê, modelo usado pelo Barcelona como away em 2012/2013, supostamente, será a third do Bahia para a temporada em curso, como especulamos no nosso último post. (veja aqui)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SERÃO ESTAS AS NOVAS CAMISAS? NOSSAS PROJEÇÕES:



Como em 2012, deixando a modéstia à parte, nosso blog acertou quase tudo sobre as camisas que Nike lançaria para vestir o Bahia, resolvemos fuçar um pouco, investigar, perguntar e pensar (um pouquinho também vale).
Como se sabe, nos dias atuais, pouquíssimos clubes têm o privilégio de ter um design exclusivo para as suas camisas. Toma-se um modelo padrão e substituem-se as cores. Pronto. Estão vestidos 10 ou 12 dos patrocinados por aquela marca. Com o Bahia não costuma ser diferente. Com a Nike, então, esperar uma surpresa é quase um sonho... Em se considerando as coleções de Santos, Coritiba, Inter- RS e Corínthians, todos vestidos pela marca americana, de 2012, podemos notar que só o último teve algum "privilégio", em geral nas suas camisas "third" como a de 2011 com um São Jorge em marca d'água na lateral e a de 2012, cujo desenho faz alusão ao desenho da calçada da Av. Paulista.
Bom, como se sabe, a Nike utiliza para a maioria das suas equipes as camisas do seu catálogo "Teamwear", que são camisas, digamos, "genéricas" voltadas ao futebol, que tanto podem ser compradas e usadas por um time de várzea, pelo time de sua empresa pra jogar aquele torneio de fim de ano e, eventualmente, por um time bi-campeão da primeira divisão de seu país. 
Times como Barcelona, Juventus e Machester United, só pra citar alguns exemplos conhecidos mundialmente, se dão ao luxo de ter camisas concebidas especialmente pra eles. Porém, times como Alianza de Lima, Montpelier, Sparta Praga e, porque não, o nosso tricolor, tem mesmo é que se contentar com as "genéricas". 
De certa forma, isso deixa as camisas um tanto quanto previsíveis e, com um pouco de pesquisa, podemos fazer algumas projeções. Ano passado, por exemplo, pesquisamos e descobrimos que a coleção do Bahia seria uma cópia da do Málaga da Espanha, com as devidas adaptações de cores e patrocínio, além, claro, do escudo do Bahia no lugar do time espanhol. Dito e feito, acertamos praticamente 100% dos 3 modelos, salvo por um ou outro detalhe estético
Pensando assim, analisando os lançamentos da Nike para 2012/2013, bem como o famigerado catálogo Teamwear, vendo o que aparece nas lojas e também com algum "feeling" que os anos de colecionismo nos deram, chegamos a algumas possibilidades que apresentamos aqui.
Mostramos, primeiramente, um desenho que achamos ser bastante provável o seu lançamento, baseado no modelo "Precision 2 GD" da Nike e, que por incrível que pareça, inspirou o uniforme away do Barcelona da temporada passada. O modelo apresentado, em vermelho e branco, está presente na lista da Nike, e baseado na tendência dos últimos anos em fazer camisas third em vermelho, apostamos nossas fichas no modelo mostrado nesse post.
Já a camisa home projetada aqui é o modelo "Striker 3". Este design já foi visto esse ano sendo usado na camisa home do Tijuana, que disputa a Copa Libertadores da América, e no mesmo Bahia, que adotou a faixa vertical na sua camisa away do ano de 2003, feita pela Penalty. Uma pequena faixa na manga direita ajuda a compor o desenho da camisa.
Queremos deixar claro que não se trata de vazamento de informações, nem furo de reportagem, mas sim de projeções feitas por quem conhece camisas do Bahia e está antenado no mercado. Pode ser que as camisas lançadas nem sejam essas, mas um exercício de imaginação não faz mal a ninguém. Quando lançados, se forem mesmo adotados esses modelos, os mesmos poderão ter algumas pequenas variações em seu desenho ou em alguns detalhes.

(Texto de Ruy Guimarães e Arilde Junior. Imagens de Ronei Dias)



segunda-feira, 4 de março de 2013

ECB: as camisas provisórias

Como já publicado aqui anteriormente (leia aqui), a transição entre a Lotto e a Nike no fornecimento do material esportivo do Bahia gerou um intervalo em que o clube precisou improvisar para poder treinar e entrar em campo. Os uniformes da Lotto já estavam acabando, além de ser, no mínimo, estranho, ter contrato assinado com a fornecedora americana e usar o material do antigo fornecedor... A solução foi recorrer a uma fábrica local, a Fortiori, conhecida por fabricar abadás e camisetas para festas. foi escolhida uma logomarca para estampar as camisas provisórias, a ECB, alusiva às iniciais do clube, grafadas sobre uma "bandeira" tricolor... Na prática, eram cópias mal acabadas das camisas da Lotto, com outro logo no lugar do da marca italiana. Com os uniformes 1 e 3 da Nike prontos, as camisas ECB foram "aposentadas" após a sétima rodada do Campeonato Baiano de 2012. Surge aí outro problema: por razões nunca esclarecidas (dificuldade de fabricação por conta do novo fornecedor, questões logísticas, descaso com o clube, incompetência ou outra coisa), embora os profissionais já usassem camisas da Nike, as divisões de base vestiam o resto do material da Lotto, aparente mente, reciclado do time "de cima". A situação perdurou por algum tempo, mas para corrigí-lo, até que a nova fornecedora regularizasse a entrega (que deveria ser interesse dela também, afinal, se veste um clube para exibir sua marca e vender produtos), a fábrica baiana foi acionada novamente e produziu réplicas quase idênticas às camisas home e away da Nike (aqui), recém lançadas. As camisas de linha, tirando a qualidade muito inferior do material e do acabamento (óbvios, se considerarmos que a empresa não tem como foco a produção de material esportivo, trabalhando no improviso para atender às necessidades do clube) ficaram quase idênticas, mas as de goleiro, francamente, parecem um arremedo. Além de modificarem as cores originais, conseguiram transformar uma camisa dividida meio a meio no sentido diagonal, virar uma camisa dividida em 1/3 e 2/3 no mesmo sentido, mas fazendo-as parecer um material de camelô.
Valem pela curiosidade e pelo inusitado da situação, mas mostra o quão pouco importantes parecem ser seus "pupilos" brasileiros para a Nike e quão pouco exigente parece ser o Bahia com relação aos seus fornecedores...







sábado, 12 de janeiro de 2013

E SE FOSSE ASSIM?

Circulam na internet as fotos da suposta camisa da seleção brasileira para a Copa das Confederações. A primeira fonte foi o excelente Todo Sobre Camisetas, que, em geral, costuma acertar nos seus "prognósticos". Uma bela camisa, trazendo de volta a gola pólo para a amarelinha, num template manjado, usado na Copa do Mundo de 1990, produzido pela Topper, mas numa versão atualizada que, revitalizado, ficou classudo, como adjetivam alguns colecionadores. A reação geral tem sido boa. A Nike, que vinha recebendo críticas pela falta de criatividade, pela preguiça em criar coisas interessantes, ao que parece, acertou nessa.
Não custa para nós fazer um exercício de "futurologia" e imaginar como cairia bem uma dessas no Bahia. Depois da medonha camisa "third" de 2012, das pouco inspiradas "home" e "away" também da atual coleção, não seria demais esperar algo que estivesse à altura da tradição da camisa do Tricolor. Aliás, é bom não esquecer que em vários momentos a terceira camisa do Bahia foi azul, o que sempre foi bem recebido pela torcida, até por serem camisas "vencedoras", ao contrario da vermelhas, que nunca deram muita sorte, como visto em postagens anteriores do nosso blog... (clique aqui e aqui)
Agora é imaginar e torcer. Com um pouquinho de esforço, o Esquadrão poderia ficar bem melhor vestido...
*Desenho de Ronei Dias, sobre a foto original da provável camisa da seleção brasileira.

domingo, 4 de novembro de 2012

CAMISAS DE GOLEIRO

Os goleiros sempre foram vítimas de piadinhas infames, como aquela onde diz que não nasce grama onde eles costumam ficar, tão inglória é a sua posição. No entanto, numa outra piadinha há uma grande verdade: Seus uniformes são diferentes dos outros 10.

Até o final dos anos 70, ainda sem um fornecedor formal de uniformes, os goleiros do Bahia usavam qualquer camisa apropriada, desde que houvesse numeração e escudo (às vezes nem isso). Sendo assim, começaremos essa série de posts nos anos 80, quando o clube passou a receber formalmente seus uniformes de determinados fabricantes. Temos ainda como curiosidade o fato de ainda não termos à ocasião a padronização de layouts e templates, tão comum nos dias atuais, onde as empresas, buscando diminuir custos e talvez criar uma identidade de suas coleções, tendo como consequência uma desagradável pasteurização, da qual falaremos nos próximos posts.

Magníficas camisas usadas pelo clube no passado. Não dariam excelentes camisas third?
Durante os anos em que a Adidas imperava na maioria dos clubes e seleções, era interessante observar que as camisas de linha dificilmente mudavam de um ano para outro, e quando isso acontecia, o clube simplesmente aparecia com o novo modelo sem aviso prévio e pronto. Já os goleiros ostentavam uniformes vistosos, em cores inusitadas e que dificilmente se repetiam por aqui entre os clubes, apesar de ser estranhamente observada essa tendência nos campeonatos europeus e Copas do Mundo, justo quando os fornecedores costumavam apresentar seus lançamentos para os anos seguintes. 

Van Breukelen, Schumacher, Pfaff e Dasaev. Quatro lendas envergando uniformes idênticos Adidas. Seria o início da padronização?

 Roberto Bahia, Rogério Baumgartem, Ronaldo Passos e, para passar à letra seguinte, Sidmar, vestiram alguns dos modelos dos quais estamos falando. 

O trefoil da Adidas parecia ser meio arredio a ficar no mesmo nível do escudo. 
Curioso é que justamente em 1988, Ronaldo usou camisas da CAMPEÃ. Algumas delas sequer escudo tinham, o que também era uma prática corriqueira à época, onde os arqueiros usavam camisas da Reusch e Uhlsport, costumeiras patrocinadoras dos atletas da posição, e ficava tudo por isso mesmo. Se o clube não chiava, quem iria dizer alguma coisa? 
Ronaldo merece um parágrafo à parte, pois foi o goleiro que participou da final do nosso maior título. Podemos afirmar com tranquilidade que nenhum outro goleiro do Bahia usou tantas marcas diferentes, oficiais ou não. Campeã, Adidas, Umbro, Uhlsport...De fato, o nosso campeão era adepto do estilo "Se me pagarem, eu uso". 

O detalhe é que a camisa da Umbro, cheia de inovações (material e acolchoados, coisa e tal) foi substituída por um modelo horrendo e de material inferior, fabricado pela Replay. Visível e risível involução. No próximo post, sobre os anos 90, falaremos sobre essa camisa.