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terça-feira, 10 de setembro de 2013

A NOVA TERCEIRA CAMISA - 2013


Ainda que com certo atraso, o Camisa do Bahia vem trazer a sua opinião sobre o lançamento da nova terceira camisa do Bahia. De imediato, a primeira crítica à senhora Nike: porque raios lançar o terceiro uniforme antes do segundo??? Isso já foi feito ano passado, e desagradou a boa parte da torcida; porque raios lançar uma camisa 2013 no final de agosto?? Fazia logo um lançamento único, com as 3 camisas - ou as duas primeiras, pelo menos - num evento, como já foi feito em oportunidades anteriores e pronto!
Vamos à camisa: como não poderia deixar de ser, nada de novo em se tratando de Nike. Mais uma vez, de novo, novamente, uma camisa "genérica" do catálogo Teamwear da empresa, apenas adaptada com escudo do Bahia e patrocinadores. Há alguns posts atrás, já tínhamos projetado que a terceira camisa seria no estilo degradê; imaginávamos que a camisa seria branca e vermelha, porém a Nike surpreendeu com "cherry e navy", como ela denomina as cores da camisa, mas pode chamar de azul e rosa, mesmo.

 Eis o catálogo de camisas "genéricas" da Nike, de onde saem os "lançamentos" do Bahia

Detalhe da nova camisa

Esta camisa, aliás, como todas as outras da Nike, são compartilhadas entre diversos times ao redor do mundo. Esta, especificamente, é uma cópia exata da camisa do Freiburg, da Alemanha, como pode ser visto na imagem abaixo:

Bahia e Freiburg, cópias idênticas


Preguiça da Nike em criar algo novo para os times que não fazem parte do primeiro escalão do seu "cast".
Quanto à camisa, em si, assustou um pouco, num primeiro momento, o uso do rosa. Mas a camisa parece ter sido bem aceita pela torcida sem problemas, tanto é que está sendo um sucesso de vendas.
O novo manto estreiou na Fonte Nova, quando o Bahia venceu o Náutico por 2 a 0 no dia 25 de agosto, em jogo válido pela 16ª rodada do Brasileirão.
A composição da camisa com o short e meião azuis caiu muito bem. Nas imagens abaixo é possível ver como ficou o novo uniforme completo, durante a partida. Ponto também para os números prateados nas costas, que deram um toque mais, digamos, requintado à nova camisa.
Como pontos de melhoria, achamos o efeito degradê poderia se estender também às costas da camisa, e o patrocínio "Magazine Luiza", também na parte de trás, poderia também ser em prateado, acompanhando a mesma tonalidade dos números.





domingo, 9 de junho de 2013

E A NOVA CAMISA APARECEU...

Finalmente, dia 08/06/2013, foi lançada a primeira camisa do Bahia para a temporada 2013. Depois de anunciada a estréia para o jogo contra o Botafogo - RJ em Aracaju (o Bahia está impossibilitado de atuar em Pituaçu e na Fonte Nova, por estarem esses estádios entregues à FIFA por conta da Copa da Confederações e, estranhamente e sem justificativa plausível, não atuou em Feira de Santana, a 110 km da capital, contra o clube do holandês Seedorf), o lançamento tão aguardado do novo "manto" ocorreu na distante Volta Redonda, contra o combalido Vasco da Gama, diante de 3.986 testemunhas, provavelmente uns 80 a 100 destes, tricolores. Em mais uma "espetacular" ação do marketing azul, vermelho e branco, nem um mísero café da manhã, conferência com imprensa ou um desfile foi programado para lançar o novo uniforme. Não esquecendo que, além de de tudo isso, a própria Nike colocou inadvertidamente a foto da camisa na data prevista inicialmente para o lançamento, pouco depois adiado, "furando" a surpresa preparada pelo clube para o público fluminense.
Encerrando as trapalhadas dos marqueteiros do Tricolor, vale ressaltar que nenhuma das lojas "oficiais", incluindo aí a patrocinadora do clube, a Netshoes, tem as camisas para venda, mesmo depois do lançamento, sendo que é praxe em clubes grandes, haver até pré venda, aproveitando a expectativa que se gera em torno das camisas. vale lembrar que, segundo divulgado na imprensa, o Flamengo há aproximadamente um mês, vendeu cerca de 100 mil camisas no pré lançamento, antes mesmo de se conhecer qual seria o modelo do uniforme...
Falando da camisa, erramos. Na verdade, erramos parcialmente. Como especulava-se, acreditávamos e é praxe, a Nike manda para o Bahia, o que se chama "camisa de catálogo". Trata-se de um modelo que é feito como modelo, vendido em lojas como modelo fitness, para atividade física, mas que serve de modelo para vários clubes vestidos pela marca norte americana, mudando-se cores e um ou outro detalhe. Em geral, o modelo estréia num time grande e depois vai para as lojas em modelos genéricos. Aí está o nosso "meio erro": acertamos no catálogo, mas não no modelo exato.
Foto 1- a camisa do Bahia em seu modelo original.

A camisa é simples, bonita, com gola redonda, com abertura na parte frontal, com dois botões, o que confere uma certa originalidade ao modelo, já que a Nike tem insistido em golas redondas ou em "V", bastante simplórias. Netshoes nas mangas, OAS (ainda) como patrocinador máster e um Magazine Luiza bastante hipertrofiado na barra das costas da camisa (será que o valor da cota aumentou tanto quanto o tamanho da propaganda? Ou será que aumentou?). O azul royal volta ao uniforme, tanto na camisa como no calção, atendendo ao anseio de torcedores mais "conservadores". O conjunto pareceu interessante e harmonioso, lembrando os padrões mais simples produzidos pela Adidas nos anos 80.
Um "charminho" especial fica por conta da inscrição +ESQUADRÃO 88 + na parte de trás da gola, inserido numa faixa azul, simulando uma fitinha do Bonfim, numa alusão ao time bicampeão brasileiro em 1988.
Outro ponto positivo é a fonte da numeração, aparentemente inédita por aqui, fugindo da manjada fonte furadinha que estragou o dorso das camisas de quase todos os clubes nacionais que vestiam Nike desde o ano passado e manteve-se, por exemplo, na camisa do Coritiba para 2013.
Não tivemos contato com o tecido para opinar, mas as fotos dão a impressão de ter havido alguma melhora, aproximando-se mais do tecido Authentic usado pelos outros clubes vestidos pela mesma marca.
No geral, o conjunto ficou harmonioso, bem executado e com toques que mostram, dessa vez, alguma preocupação em dar personalidade à vestimenta tricolor.


Jogador escolhido pela Nike para estampar o site: Souza, jogador que nao está "de bem" com a torcida e não jogava há dois meses.







Para complementar a história, não custa mostrar alguns fatos:
1-A camisa é idêntica à camisa away do Manchester United 2012/2013, mudando-se, obviamente, as cores.

 2- Fuçando a internet, o que aparece? A nova coleção do Dundee United, glorioso clube escocês, que usará em 2013/2014, um mix das coleções passada e atual do Tricolor Baiano. A camisa vermelha, modelo imitando a do Arsenal, repete a third do Bahia de 2012. A branca, é a mesmíssima que vestirá o esquadrão esse ano. A laranja, degradê, modelo usado pelo Barcelona como away em 2012/2013, supostamente, será a third do Bahia para a temporada em curso, como especulamos no nosso último post. (veja aqui)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SERÃO ESTAS AS NOVAS CAMISAS? NOSSAS PROJEÇÕES:



Como em 2012, deixando a modéstia à parte, nosso blog acertou quase tudo sobre as camisas que Nike lançaria para vestir o Bahia, resolvemos fuçar um pouco, investigar, perguntar e pensar (um pouquinho também vale).
Como se sabe, nos dias atuais, pouquíssimos clubes têm o privilégio de ter um design exclusivo para as suas camisas. Toma-se um modelo padrão e substituem-se as cores. Pronto. Estão vestidos 10 ou 12 dos patrocinados por aquela marca. Com o Bahia não costuma ser diferente. Com a Nike, então, esperar uma surpresa é quase um sonho... Em se considerando as coleções de Santos, Coritiba, Inter- RS e Corínthians, todos vestidos pela marca americana, de 2012, podemos notar que só o último teve algum "privilégio", em geral nas suas camisas "third" como a de 2011 com um São Jorge em marca d'água na lateral e a de 2012, cujo desenho faz alusão ao desenho da calçada da Av. Paulista.
Bom, como se sabe, a Nike utiliza para a maioria das suas equipes as camisas do seu catálogo "Teamwear", que são camisas, digamos, "genéricas" voltadas ao futebol, que tanto podem ser compradas e usadas por um time de várzea, pelo time de sua empresa pra jogar aquele torneio de fim de ano e, eventualmente, por um time bi-campeão da primeira divisão de seu país. 
Times como Barcelona, Juventus e Machester United, só pra citar alguns exemplos conhecidos mundialmente, se dão ao luxo de ter camisas concebidas especialmente pra eles. Porém, times como Alianza de Lima, Montpelier, Sparta Praga e, porque não, o nosso tricolor, tem mesmo é que se contentar com as "genéricas". 
De certa forma, isso deixa as camisas um tanto quanto previsíveis e, com um pouco de pesquisa, podemos fazer algumas projeções. Ano passado, por exemplo, pesquisamos e descobrimos que a coleção do Bahia seria uma cópia da do Málaga da Espanha, com as devidas adaptações de cores e patrocínio, além, claro, do escudo do Bahia no lugar do time espanhol. Dito e feito, acertamos praticamente 100% dos 3 modelos, salvo por um ou outro detalhe estético
Pensando assim, analisando os lançamentos da Nike para 2012/2013, bem como o famigerado catálogo Teamwear, vendo o que aparece nas lojas e também com algum "feeling" que os anos de colecionismo nos deram, chegamos a algumas possibilidades que apresentamos aqui.
Mostramos, primeiramente, um desenho que achamos ser bastante provável o seu lançamento, baseado no modelo "Precision 2 GD" da Nike e, que por incrível que pareça, inspirou o uniforme away do Barcelona da temporada passada. O modelo apresentado, em vermelho e branco, está presente na lista da Nike, e baseado na tendência dos últimos anos em fazer camisas third em vermelho, apostamos nossas fichas no modelo mostrado nesse post.
Já a camisa home projetada aqui é o modelo "Striker 3". Este design já foi visto esse ano sendo usado na camisa home do Tijuana, que disputa a Copa Libertadores da América, e no mesmo Bahia, que adotou a faixa vertical na sua camisa away do ano de 2003, feita pela Penalty. Uma pequena faixa na manga direita ajuda a compor o desenho da camisa.
Queremos deixar claro que não se trata de vazamento de informações, nem furo de reportagem, mas sim de projeções feitas por quem conhece camisas do Bahia e está antenado no mercado. Pode ser que as camisas lançadas nem sejam essas, mas um exercício de imaginação não faz mal a ninguém. Quando lançados, se forem mesmo adotados esses modelos, os mesmos poderão ter algumas pequenas variações em seu desenho ou em alguns detalhes.

(Texto de Ruy Guimarães e Arilde Junior. Imagens de Ronei Dias)



segunda-feira, 4 de março de 2013

ECB: as camisas provisórias

Como já publicado aqui anteriormente (leia aqui), a transição entre a Lotto e a Nike no fornecimento do material esportivo do Bahia gerou um intervalo em que o clube precisou improvisar para poder treinar e entrar em campo. Os uniformes da Lotto já estavam acabando, além de ser, no mínimo, estranho, ter contrato assinado com a fornecedora americana e usar o material do antigo fornecedor... A solução foi recorrer a uma fábrica local, a Fortiori, conhecida por fabricar abadás e camisetas para festas. foi escolhida uma logomarca para estampar as camisas provisórias, a ECB, alusiva às iniciais do clube, grafadas sobre uma "bandeira" tricolor... Na prática, eram cópias mal acabadas das camisas da Lotto, com outro logo no lugar do da marca italiana. Com os uniformes 1 e 3 da Nike prontos, as camisas ECB foram "aposentadas" após a sétima rodada do Campeonato Baiano de 2012. Surge aí outro problema: por razões nunca esclarecidas (dificuldade de fabricação por conta do novo fornecedor, questões logísticas, descaso com o clube, incompetência ou outra coisa), embora os profissionais já usassem camisas da Nike, as divisões de base vestiam o resto do material da Lotto, aparente mente, reciclado do time "de cima". A situação perdurou por algum tempo, mas para corrigí-lo, até que a nova fornecedora regularizasse a entrega (que deveria ser interesse dela também, afinal, se veste um clube para exibir sua marca e vender produtos), a fábrica baiana foi acionada novamente e produziu réplicas quase idênticas às camisas home e away da Nike (aqui), recém lançadas. As camisas de linha, tirando a qualidade muito inferior do material e do acabamento (óbvios, se considerarmos que a empresa não tem como foco a produção de material esportivo, trabalhando no improviso para atender às necessidades do clube) ficaram quase idênticas, mas as de goleiro, francamente, parecem um arremedo. Além de modificarem as cores originais, conseguiram transformar uma camisa dividida meio a meio no sentido diagonal, virar uma camisa dividida em 1/3 e 2/3 no mesmo sentido, mas fazendo-as parecer um material de camelô.
Valem pela curiosidade e pelo inusitado da situação, mas mostra o quão pouco importantes parecem ser seus "pupilos" brasileiros para a Nike e quão pouco exigente parece ser o Bahia com relação aos seus fornecedores...







sábado, 12 de janeiro de 2013

E SE FOSSE ASSIM?

Circulam na internet as fotos da suposta camisa da seleção brasileira para a Copa das Confederações. A primeira fonte foi o excelente Todo Sobre Camisetas, que, em geral, costuma acertar nos seus "prognósticos". Uma bela camisa, trazendo de volta a gola pólo para a amarelinha, num template manjado, usado na Copa do Mundo de 1990, produzido pela Topper, mas numa versão atualizada que, revitalizado, ficou classudo, como adjetivam alguns colecionadores. A reação geral tem sido boa. A Nike, que vinha recebendo críticas pela falta de criatividade, pela preguiça em criar coisas interessantes, ao que parece, acertou nessa.
Não custa para nós fazer um exercício de "futurologia" e imaginar como cairia bem uma dessas no Bahia. Depois da medonha camisa "third" de 2012, das pouco inspiradas "home" e "away" também da atual coleção, não seria demais esperar algo que estivesse à altura da tradição da camisa do Tricolor. Aliás, é bom não esquecer que em vários momentos a terceira camisa do Bahia foi azul, o que sempre foi bem recebido pela torcida, até por serem camisas "vencedoras", ao contrario da vermelhas, que nunca deram muita sorte, como visto em postagens anteriores do nosso blog... (clique aqui e aqui)
Agora é imaginar e torcer. Com um pouquinho de esforço, o Esquadrão poderia ficar bem melhor vestido...
*Desenho de Ronei Dias, sobre a foto original da provável camisa da seleção brasileira.

domingo, 4 de novembro de 2012

CAMISAS DE GOLEIRO

Os goleiros sempre foram vítimas de piadinhas infames, como aquela onde diz que não nasce grama onde eles costumam ficar, tão inglória é a sua posição. No entanto, numa outra piadinha há uma grande verdade: Seus uniformes são diferentes dos outros 10.

Até o final dos anos 70, ainda sem um fornecedor formal de uniformes, os goleiros do Bahia usavam qualquer camisa apropriada, desde que houvesse numeração e escudo (às vezes nem isso). Sendo assim, começaremos essa série de posts nos anos 80, quando o clube passou a receber formalmente seus uniformes de determinados fabricantes. Temos ainda como curiosidade o fato de ainda não termos à ocasião a padronização de layouts e templates, tão comum nos dias atuais, onde as empresas, buscando diminuir custos e talvez criar uma identidade de suas coleções, tendo como consequência uma desagradável pasteurização, da qual falaremos nos próximos posts.

Magníficas camisas usadas pelo clube no passado. Não dariam excelentes camisas third?
Durante os anos em que a Adidas imperava na maioria dos clubes e seleções, era interessante observar que as camisas de linha dificilmente mudavam de um ano para outro, e quando isso acontecia, o clube simplesmente aparecia com o novo modelo sem aviso prévio e pronto. Já os goleiros ostentavam uniformes vistosos, em cores inusitadas e que dificilmente se repetiam por aqui entre os clubes, apesar de ser estranhamente observada essa tendência nos campeonatos europeus e Copas do Mundo, justo quando os fornecedores costumavam apresentar seus lançamentos para os anos seguintes. 

Van Breukelen, Schumacher, Pfaff e Dasaev. Quatro lendas envergando uniformes idênticos Adidas. Seria o início da padronização?

 Roberto Bahia, Rogério Baumgartem, Ronaldo Passos e, para passar à letra seguinte, Sidmar, vestiram alguns dos modelos dos quais estamos falando. 

O trefoil da Adidas parecia ser meio arredio a ficar no mesmo nível do escudo. 
Curioso é que justamente em 1988, Ronaldo usou camisas da CAMPEÃ. Algumas delas sequer escudo tinham, o que também era uma prática corriqueira à época, onde os arqueiros usavam camisas da Reusch e Uhlsport, costumeiras patrocinadoras dos atletas da posição, e ficava tudo por isso mesmo. Se o clube não chiava, quem iria dizer alguma coisa? 
Ronaldo merece um parágrafo à parte, pois foi o goleiro que participou da final do nosso maior título. Podemos afirmar com tranquilidade que nenhum outro goleiro do Bahia usou tantas marcas diferentes, oficiais ou não. Campeã, Adidas, Umbro, Uhlsport...De fato, o nosso campeão era adepto do estilo "Se me pagarem, eu uso". 

O detalhe é que a camisa da Umbro, cheia de inovações (material e acolchoados, coisa e tal) foi substituída por um modelo horrendo e de material inferior, fabricado pela Replay. Visível e risível involução. No próximo post, sobre os anos 90, falaremos sobre essa camisa.

sábado, 20 de outubro de 2012

TIME DE SÉRIE B; CAMISA DE SÉRIE C

Brindando a fanática torcida, que tem ido em massa a Pituaçu para ver um time que somou dois dos últimos 15 pontos disputados, a gloriosa Nike e o E.C.B. expuseram todo o descaso com que o clube é tratado e toda a incompetência que a fornecedora tem em prover seus patrocinados de material adequado para a prática do futebol.
No jogo contra o Corínthians, em mais uma patética exibição do elenco (se é que podemos chamar assim a esse bando de sanguessugas que comem e dormem às custas do ingresso que pagamos), o goleiro Marcelo Lomba usou uma camisa que não conseguimos achar adjetivo para qualificar. Ridícula, podre, triste, medonha... Fato é que, como se não bastasse um escudo ridiculamente diferente do padrão adotado pela própria Nike, jogaram as estrelas alusivas aos títulos nacionais do clube fora. Apagaram??? Esqueceram de bordar??? Abriram mão das conquistas???

Clique para ampliar e veja a diferença!

O amigo leitor pode inclusive observar uma falha GRAVE na aplicação marca da OAS da camisa com o escudo correto. Qualquer pessoa  saberia que as letras pretas e a logomarca vermelha jamais ressaltariam com fundo escuro. Nota-se a falta total de preocupação de quem fez o trabalho (e de quem o aceitou).

Honestamente, gostaríamos que um dia, num futuro próximo ou distante, a gente pudesse saber, de fato, porque cargas d'água o Bahia tem tanto receio de "apertar" quem o trata como time pequeno, desrespeitando sua história e suas tradições. Difícil vai ser descobrir que o Bahia se permite ser tratado como time pequeno porque é um time pequeno!

*Fotos enviadas pelo amigo Cahê Guido

domingo, 9 de setembro de 2012

PONDERAÇÕES


Para início de conversa, esclareço que não há da nossa parte uma campanha contra ou a favor desse ou daquele fornecedor de material esportivo. Adoramos camisas de futebol e temos em nosso acervo de Nike a Kanxa, de Adidas a Vettor. Camisa bonita é camisa bonita e ponto final. Obviamente, quem tem maior poderio econômico, domina melhor e mais rápido a tecnologia, desenvolve novos tecidos, cria coisas mais marcantes, etc. Exatamente por isso, as camisas da atual fornecedora do Bahia tem gerado tanta discussão. Já ouvi de tudo sobre a nova camisa "bicolor" do Tricolor de Aço. "Linda, vou comprar", "horrorosa", "não é Bahia"... Feia, definitivamente, ela não é. Pouco inspirada e sem identidade com a história do clube seria uma boa definição. A camisa branca é decente, mas quase uma cópia fiel da camisa da Lotto do ano passado, que era uma cópia da camisa feita pela Macron para o Bologna em 2010... nada de novo no mundo das camisas de futebol...
A discussão aqui proposta é mais sobre a nossa camisa third, como chamamos popularmente, o 3º uniforme. Medonha!!!! Me perguntaram qual a camisa mais feia que o Bahia já usou. Não pestanejei: Nike/Arsenal! Isso mesmo. Horrorosa, tecido vagabundíssimo, acabamento de uma simplicidade "CCSiana". Pior: o que essa camisa tem a ver com o Esporte Clube Bahia????????? Prova inequívoca da falta de conhecimento de quem propõe e de quem aceita!!!! Por mais que se usem as camisas três para inovar, para lucrar, para divulgar clube e marca do fornecedor, o que disso, pelo amor de Deus,  essa coisa que nos empurram fez pelo Bahia ou pela Nike? Como marketing, nada. Como novidade, nada. Como identidade, nada. Quase não se vê essa camisa vestindo os torcedores no estádio. Quase não se fala nela. Quase não se sabe dela! Não dá orgulho, não dá prazer em usá-la, até porque, podia ser Arsenal, Bangu, Feirense... Menos Bahia. Sobre esse assunto, o jornalista Paulo Vinícuis Coelho, o PVC, da ESPN, escreveu em seu blog, falando do "abuso das camisas que não identificam nem clubes nem jogos". Vale a pena ler (clique aqui), e ele meio que corrobora o que analisamos aqui.
Nesse ponto, cabe discutir outro tópico: quem escolhe essas camisas? Quem cria, quem oferta e que diz "Amém"????? No blog Minhas Camisas, essas discussões perduram por dias e surge muita coisa interessante. A respeito da própria camisa "bicolor", a amiga Elaine postou: 

"Gente, acho que as pessoas se equivocam muito com relação ao poder de decisão que os clubes tem com as empresas fornecedoras. Obviamente tem suas exceções, mas os clubes não decidem tanto assim. Normalmente a empresa apresenta os uniformes como sendo esses mesmos e ponto. Às vezes as camisas já estão até sendo produzidas, não dando ao clube nem a oportunidade de alguma correção. Portanto, não necessariamente a culpa por uma camisa que não agrada seja culpa da diretoria porque isso tudo foi estipulado em contrato. Ou talvez seja mesmo, por terem aceitado o contrato, dando ao clube a mera condição de cobaia das empresas fornecedoras..."

Em seguida, o comentário de "Ccam13": 

"Mais uma vez.... Comentários de pessoas que adoram camisas, mas que não conhecem muito de indústria textil, datas, vencimentos, programação para envio aos parceiros de varejo, relacionmento com os Clubes... 
Criticam as marcas mas se esquecem que este é o primeiro ano da NIKE com os clubes, em negociações feitas no fim do ano e que assim como foi com a REEBOK no São Paulo, com a ADIDAS no Palmeiras e até com PENALTY no Vasco, o primeiro ano é para começar a parceria, e que a qualidade tende a ficar melhor a cada ano que passa... Além disso, muitos esquecem que a NIKE tem outro tipo de negociação, diferente do que tem com Inter, Corinthians e outros grandes Europeus com estes times: Na Europa é a mesma coisa, Malaga, Galatassaray e outos utilizam templates que já existem da NIKE e sofrem pequenas alterações"

Isso nos faz pensar: será que um dia leremos um contrato desses? Será que um dia saberemos como, de fato, funciona????  Uma coisa não se discute: o poder de escolha dos clubes existe. Quem quer, ou pode, exige. Podemos citar a relação do Bahia com a Lotto. Nós, do blog Camisa do Bahia, colaboramos com a elaboração das duas camisas retrô lançadas pela marca em 2011 que foram usadas em jogo e, sem falsa modéstia, ficaram muito boas! Uma alusiva a 1936 e outra a 1994, caprichadas, como o Bahia mostrou a eles e de muito sucesso junto ao torcedor. Então, podemos concluir que o problema não é do contrato, mas de como ele é feito, do valor que a instituição se dá e do quanto se está disposto a trabalhar para que as camisas fiquem legais!
Como isso é um blog de camisas e sempre há ilustrações, colocaremos duas fotos: a da camisa Bahia/Arsenal/Nike e da camisa do South China de Hong Kong, produzida pela Adidas em 2006. 
Vejam como pequenos detalhes fazem a diferença: template 95% igual, com dois mínimos detalhes as diferenciando. A gola em "V" e os punhos e golas tricolores, como o Bahia usou pode décadas!!!!! Isso não mudaria TUDO? Então, quem pode responder porque não pode ser melhor...

(Texto de Ruy Guimarães e colaboração de Arilde Junior) 














segunda-feira, 3 de setembro de 2012

NOVA CAMISA 2: E SE FOSSE ASSIM????


Começou a circular em redes sociais na internet uma foto (de autoria desconhecida) da recém lançada camisa 2 do Bahia modificada. Ao contrário do modelo bicolor que foi concebido pela Nike, a versão "popular" incluiu as tradicionais listras brancas. De um modo geral, a ausência destas causou uma certa insatisfação entre os torcedores, não obstante muitos terem achado a camisa bonita.
Mas custava a Nike ter feito assim??? O problema, como todos sabemos, é que a Nike usa apenas templates padronizados da sua coleção "Teamwear", e nesse catálogo simplesmente não existe um modelo listrado tricolor!!! Veja o catálogo de camisas "genéricas" da Nike aqui: http://www.4niketeamwear.com/nike/jerseys-mens,ec/http://www.4niketeamwear.com/nike/jerseys-mens,ec/ (a camisa 1 do Bahia é o modelo "Park V", a camisa 3 é o modelo "Classic IV" e a listrada foi feita com base no modelo "Stripe").
Tenho certeza que esse modelo seria muito mais aceito, além de ter tudo a ver com a tradicional camisa listrada tricolor.

domingo, 2 de setembro de 2012

AGORA É ELA

Galera, aí está a foto da nova camisa "bicolor" do nosso Tricolor de Aço.
Minha opinião pessoal: acertadinha, material de baixa qualidade e absolutamente dispensável a caixa azul nas costas. No final, daria uma nota 7. Honestamente, esperava mais.
Só para recordar, a antiga fornecedora, a Lotto, fez camisa bicolores e tricolores, sem nunca ter aplicado essas caixas nas costas da camisa. Preferia três cores, com listras em azul vermelho e branco verticais. Isso identifica o Bahia em qualquer lugar do mundo!!! Ligou a TV, tem um tricolor jogando, é o Bahia. Com essa nova camisa, pode ser qualquer um...
Espero a opinião de vocês.
Para essa "investigação"' contamos com a valiosa ajuda do amigo e parceiro de livro Eduardo Guimarães. Valeu, Dudu!
Obs: foto retirada do Twiter da Casa do Tricolor

Em tempo: não nos gabando, mas com os desenhos de Ronei  e Uitalo, obtivemos 100% de acerto nas projeções desses modelos