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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CAMISAS DE GOLEIRO - PARTE 1



Quando comecei a assistir a jogos de futebol, uma coisa sempre me chamou atenção: as cinco pesssoas que sempre entravam em campo com uniformes diferentes dos demais. Eram os árbitros (e seus auxiliares) e, principalmente, os dois goleiros. No que diz respeito aos árbitros, suas roupas eram quase sempre pretas e sóbrias. Na década de 70, exceções eram camisas amarelas ou vermelhas, que ainda assim eram raras. Mas marcante mesmo sempre foram, para mim, as camisas de goleiro. Não só por serem diferentes, mas por liberarem a imaginação dos designers para criarem verdadeiras loucuras que nada tinham de semelhante ao uniforme tradicional da equipe. Quem não lembra do colombiano Higuita, do seu compatriota Navarro Montoya, do "louco" mexicano Jorge Campos e, mais recentemente, do francês Jeremie Janot, que na maioria das vezes chamavam (ou chamam) mais atenção pelos seus trajes multicoloridos (às vezes criadas por eles próprios) do que pelas suas atuações? Se historicamente o Bahia nunca ousou muito nas roupas usadas por seus goleiros, alguns uniformes chamaram a atenção pela excenticidade. Posto aqui, inicialmente, duas pérolas, não tanto pela beleza, mas pelo caráter inusitado. Primeiro, uma camisa da Penalty azul royal, usada várias vezes por Jean e pelo camaronês William Andem, que de inusitado tem os desenhos aplicados no formato da logomarca do fornecedor, nas cores branca, vermelha e amarela... Um verdadeiro abadá! A outra, da marca Proonze, tambem foi usada por Jean, mas antes dele, vestiu o craque veterano Rodolfo Rodriguez, uruguaio que, mesmo em final de carreira, teve momentos brilhantes no tricolor. Ficou marcado, porém, por dois fatos tristes: tomou aquele ridículo gol feito pelo ainda adolescente Ronaldinho, hoje Fenômeno, no Mineirão, quando desesperado pelo massacre que sofria do ataque cruzeirense, soltou uma bola que já estava dominada para se lamentar, parecendo até rezar para que o bombardeio parasse, quando teve a pelota "roubada" pelo atacante que só fez empurrá-la lentamente para as redes. Depois, foi pego pelo exame antidoping, fato que terminou fazendo o goleiro encerrar definitivamente sua carreira.
Talvez se as camisas fossem totalmente lisas, ou seja, sem detalhes, não chamassem tanto a atenção. Mas o que salta aos olhos é justamente o psicodelismo das formas das estampas, bem como sua mistura de cores, que marcaram bastante essas camisas.

domingo, 5 de julho de 2009

PROONZE - PARTE 2

Raudinei, herói do título baiano de 94


Camisa de 1969, que também usava listras largas


A INOVAÇÃO DA PROONZE NÃO APARECEU SOMENTE NA CAMISA BRANCA. A TRICOLOR PASSOU A TER LISTRAS AZUIS E VERMELHAS MAIS LARGAS, SEPARADAS POR LISTRAS BRANCAS BEM FINAS, USADA COM CALÇÃO AZUL MARINHO. NA VERDADE, NO FINAL DA DÉCADA DE 60 O BAHIA USOU MODELO SEMELHANTE. COM ESTA NOVA CAMISA DA PROONZE O BAHIA VIVEU UM DOS SEUS ÚLTIMOS MOMENTOS DE GLÓRIA: O TÍTULO BAHIANO CONTRA O VITÓRIA COM O INCRÍVEL GOL DE RAUDINEI NO FINALZINHO DO JOGO...

PROONZE

Time do Bahia de 94

Seleção da Dinamarca, campeã da Euro´92, e o modelo que inspirou a camisa da Proonze


NO ANO DE 1993 O BAHIA PASSOU A USAR UMA MARCA ATÉ ENTÃO DESCONHECIDA: PROONZE, QUE SUCEDEU A FAMIGERADA CCS. COM VISUAL INOVADOR, FUGINDO DO PADRÃO BRANCO APENAS COM GOLA E ELÁSTICOS DAS MANGAS EM AZUL, ESTA CAMISA FOI LANÇADA NUM BAHIA x FLAMENGO NA FONTE NOVA. AS LISTRAS TRICOLORES NAS MANGAS DERAM UMA RENOVADA NO PADRÃO SEM PERDER A CLASSE. ESTE DESIGN FOI BASEADO NA CAMISA DA SELEÇÃO DA DINAMARCA CAMPEÃ DA EUROCOPA 1992. EMBORA NÃO SEJA UNANIMIDADE, EU GOSTO MUITO DESTE MODELO. FOI USADA POR POUCO TEMPO E NÃO DEU MUITA SORTE AO BAHIA, TENDO VESTIO O CLUBE NA PÍFIA CAMPANHA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DAQUELE ANO E POUCO FOI USADA NO ANO SEGUINTE.