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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CAMISA VERMELHA: A FÚRIA TRICOLOR

(foto: Todo Sobre Camisetas)


Depois de muito mistério, finalmente foi revelado o novo 3° uniforme do tricolor. Conforme já propalado maciçamente pelo marketing do clube, a camisa veio na cor vermelha (com detalhes em amarelo e azul) aludindo à seleção espanhola, campeã do mundo na última Copa. A princípio, a homenagem não faz muito sentido, pois, não obstante o fato de a Bahia possuir a maior colônia espanhola do país, esta nunca teve uma relação estreita com o time. Ao que parece, quiseram apenas pegar carona no bom momento da Espanha no cenário mundial (muito embora este humilde blog ache que a decisão de se fazer uma camisa vermelha só foi tomada após a nossa descoberta da camisa vermelha de 64, já que, a princípio, o que se divulgava no primeiro semestre era que a nova camisa seria cinza/prata, numa alusão ao "Esquadrão de Aço")
Apelidada pelo clube de "Fúria Tricolor", ela estreou no jogo contra o Coritiba, em Pituaçu. A exemplo de 2007, quando o Bahia também estreou um terceiro uniforme, o Bahia empatou um jogo em casa na estréia da camisa, com direito a penalty perdido pelo artilheiro do time. Coincidências do futebol.
Quanto à camisa em si, está sendo um caso de amor ou ódio: muita gente tem gostado da camisa, ao passo que outras pessoas tem odiado. Não tem meio termo. Na opinião do blog, a camisa está linda, muito bem concebida. O layout da camisa é inédito, fato raro na Lotto, que tem o péssimo costume de adaptar seus lay-outs padronizados que já saíram de linha na Europa. Ponto pra fornecedora. Outra novidade é a tipografia da fonte dos números às costas, também inédita (e de bom gosto, diga-se de passagem). O que mais chamou a atenção, ademais da cor, foi a gola. A "imitação" de gola polo, aplicada na própria camisa, não é uma coisa inédita em se tratando de camisas de futebol - o próprio Bahia já suou uma camisa assim em 2007, na época da Diadora - mas caiu muito bem no conjunto da camisa. A extremidade das mangas e a barra da camisa vieram com detalhes em amarelo, e o logo da Lotto nas mangas veio em azul. Atrás, na gola, a inscrição "Fúria Tricolor" e, logo abaixo, duas pequenas bandeiras da Bahia e da Espanha completam o visual
Enfim, no conjunto da obra, ainda mais formando com o calção e meião, a camisa ficou perfeita. O único porém, fica por conta do logotipo do patrocinador master. Não precisava ser gigante daquele jeito (o rival, também patrocinado pela mesma empresa, tem um logotipo de tamanho compatível com a camisa).
A repercussão da camisa também foi forte dentre os colecionadores e apreciadores de camisas de futebol, mesmo entre os não torcedores do Bahia. Veja, por exemplo, os debates no Minhas Camisas e no blog uruguaio Todo sobre Camisetas.
Enfim, a camisa tem tudo pra virar um sucesso de vendas e ser uma das cmaisas mais marcantes que o clube já teve.



Mock-ups dos conjuntos de camisa, shorts e meiões (foto: site oficial do clube)


Evento de lançamento da nova camisa, momentos antes da partida (foto: Sempre Bahia)


Time posando para foto

Lay-out da camisa é inédito...

...bem como a tipografia da fonte dos númertos às costas



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

2009: A LOTTO E A PROFUSÃO DE PATROCÍNIOS

Chega o ano de 2009 e crescia e expectativa pela nova coleção da Lotto para o tricolor. O Bahia respirarava o que deveriam ser novos ares, com novo presidente e um gestor profissional para o futebol, contratado a peso de ouro oriundo do arquirrival do tricolor. No evento de lançamento, muita festa, presenças ilustres com a do craque Daniel Alves e insatisfação imediata com o marketing do Bahia que resolveu mudar o escudo do clube, usando uma horrível bandeira tremulante e desfigurando nosso maior símbolo. Outro fato atípico e muito comentado foi o ex-presidente rubronegro vestindo uma camisa nova da Lotto que mal caberia em 1/3 do seu corpanzil... Hilário! Fora o fato de que o lançamento das camisas aconteceu no dia 30 de Junho, exatamente na virada do 1° para o segundo semestre!!! Ou seja, o time começava o brasileirão jogando de camisa velha e terminava jogando de camisa nova (veja fotos do lançamento aqui)
No que concerne às camisas, embora muitíssimo simples, toda branca, inclusive a gola, um friso em relevo também branco na altura do peito que na manga passava a ter uma "dupla face" interna em azul, a camisa agradou. Pela primeira vez em muitos anos, a camisa branca não tinha nenhum detalhe azul ou vermelho. Material de primeira qualidade e, na primeira remessa, sem patrocínio master o que a deixou mais elegante. A tricolor foi um pouco mais polêmica. Na verdade, era bicolor, com listras largas em azul e vermelho com o branco ficando relegado apenas a gola redonda, que tinha uma leve assimetria, deixando um dos ombros vermelhos inteiramente. Sozinha, não impressionou muito, mas, no conjunto com short azul e meiões vermelhos tornou-se bastante imponente e terminou caindo no gosto da galera. Vistas lateralmente, as camisas aparentavam ser inteiramente vermelhas de um lado ou inteiramente azuis de outro, dando um efeito semelhante à uma camisa do Paraná Clube, por exemplo. Todas elas tinham um logotipo da Insinuante no peito (na listrada, vinha dentro de uma caixa branca de gosto duvidoso, que quebrava a harmonia das listras).
No decorrer do ano, foram inúmeros os patrocínios usados pelo tricolor, muitos deles temporários, o que nos dava uma camisa diferente a cada três ou quatro meses (e que leva qualquer colecionador à loucura! Rsrs). Primeiro, o pequeno símbolo da Insinuante no peito, e o Vedacit nas mangas, presentes desde o lançamento; depois, tivemos City Park Brotas e City Park Acupe, que eram empreendimentos da OAS e que estamparam suas marcas em apenas 4 jogos cada, sempre em casa (por este motivo, só foram aplicados na camisa branca); tivemos também um patrocínio relâmpago da Diagnoson, que só foi usado no jogo contra o Figueirense fora de casa; depois, já em 2010, a OAS passa a estampar sua marca na frente, como patrocinador master e o “IN” passa para as mangas; e finalmente, não satisfeita com o tamanho de seu logotipo, a OAS resolve agigantar sua marca na camisa, estampando um patrocínio meio que desproporcional. Isso sem falar no BMG, usado nos ombros apenas nas finais do baianão, 2010 e do Incomaf, onipresente nas costas da camisa. Ufa! Chega de tanto patrocínio!

Não tivemos 3° uniforme nessa temporada, depois de 2 anos seguidos, 2007 e 2008, com essa opção alternativa.
Em campo, nada do prometido se cumpriu e o time oscilou entre o meio e a rabeira da tabela, em alguns momentos até sendo ameaçado pela degola para terceirona mais uma vez. No final, entre mortos e feridos salvaram-se todos, até a diretoria que até esta data, ainda deve uma série de promessas não cumpridas ainda manda no Bahia. Cabeça mesmo, só rolou a do antigo mandatário do time de canabrava, que teve vida curta no Bahia.



Acima, as camisas 1 e 2 em ação, praticamente limpas, sem patrocínio master, da forma que foram lançadas originalmente (apenas o IN no peito e Vedacit nas mangas)


Veja, na sequência abaixo, as diversas variações de patrocínio que as camisas de 2009 tiveram ao longo de sua existência:

Patrocínio City Park Brotas, usadas inicialmente em 4 jogos em casa na Série B 2009


Aqui, com patrocínio City Park Acupe, também usadas em 4 jogos em casa, na sequência do empreendimento de Brotas - percebam que a cor da palavra "City" é diferente


Patrocínio Diagnoson, utilizado apenas contra o Figueirense, fora de casa, pela Série B 2009


Depois do sucesso dos City Park´s, a OAS assume o patrocínio master com sua própria marca (inicialmente pequena). Saem o "IN" do peito e o Vedacit das mangas.


Ainda com patrocínio OAS pequeno, o "IN" volta à camisa, desta vez nas mangas


Já no campeonato baiano 2010, a OAS agiganta sua marca na camisa, que ficaria assim até o final de sua trajetória, em agosto de 2010


Na fase final do Baianão 2010, a camisa estampa o patrocínio BMG nos ombros

domingo, 4 de julho de 2010

2008: SAI DIADORA, ENTRA LOTTO





O ano era 2008. Empolgado com a subida para a Segundona - que proeza!!! - o tricolor muda de fornecedor de uniformes. Sai a italiana Diadora e entra a conterrânea Lotto. A Diadora resolveu sair do mercado brasileiro, dedicando-se à moda casual e a esportes menos tradicionais, como o tênis. Na prática, continuava tudo como antes, pois ambas as marcas eram representadas pela mesma empresa no Brasil (a Filon). A Lotto abocanhou as 3 equipes de maior torcida patrocinadas pela Diadora (Bahia, Atlético-MG e Coritiba - Santo André e Ponte Preta ficariam de fora, retornando um ano depois), além de outras equipes patrocinadas por Puma e Topper (Goiás e Sport), também representadas pela Filon, Numa boa estratégia de mercado, a marca passou a se associar a equipes de grande apelo popular, donas das maiores torcidas de seus estados, independente das divisões que jogavam, como Bahia, Galo, Coritiba, Goiás, Sport, Fortaleza, Paysandu, além de algumas outras de menor expressão.
Depois de muita festa, de desabamento de arquibancada e de terceira camisa usada só em um tempo de jogo, a nova marca chega para se associar a um time que prometia o retorno à primeira divisão. Sem muitas novidades em campo, Fausto, Charles, Ávne - sempre ele nos momentos ruins - e outros "craques" remanescentes da Terceirona, o fiasco foi o esperado e o Bahia, em momento algum ameaçou a liderança do Corinthians ou dos demais integrantes frequentes do G4 na luta pela tão sonhada vaga para a Série A.
Falando na camisa nova, um detalhe que chamou a atenção e gerou controvérsia foi a gola. Tanto a camisa branca quanto a tricolor tinham uma gola diferente. Uma mistura entre gola "careca"ou redonda com gola pólo. Embora diferente, casou bem com o conjunto dando um certo "charme" às camisas. Na branca, nenhuma novidade. Toda lisa com frisos laterais delimitadas por uma costura mais grossa. Patrocínio aveludado enquanto era FIAT, passando a ser silkado quando passou para Insinuante (a FIAT passava a estampar sua logomarca, abandonando a estratégia de anunciar seus lançamentos no mercado nacional, como Fiat Idea, Novo Palio, etc). Já a camisa tricolor voltou a ter as listras brancas mais finas intercalando as azuis e vermelhas, que passaram a ser mais largas, ficando em número de quatro apenas. Completando o design, um friso lateral curvo formava uma moldura para as faixas centrais. Outra sacada legal era a ausência da caixa do patrocínio: a logomarca da patrocinadora foi envolvida por uma discreta moldura azul qua a destacava sem comprometer o conjunto. Para quem não lembra, esse modelo lembrava os da Amddma e da Proonze, que tinham, entretanto, o azul mais encorpado que o da Lotto. Ainda assim, a inspiração foi uma camisa usada na década de 60, que tinha a mesma disposição das listras, usada por pouco tempo. Outro detalhe: a primeira remessa da camisa, inclusive as de loja, tinha tecido mais grosso, com aspecto "trançado", muito parecido com as camisas da Nike originais, as famosas "Authentic". Já a segunda remessa, tanto da home como da away, passou a ser confeccionada com tecido liso, mais fino, repetindo o padrão "supporter" também da Nike. Somente os frisos laterais mantiveram o tecido original.
Enfim, marca decente, camisas corretas e time... precisa falar?

Acima, a camisa 1 sendo usada na Série B de 2008

Camisa 2, listrada, em ação pela Série B de 2008



As listras largas já tinham sido usadas em 94, quando o Bahia tinha seus uniformes feitos pela Amddma/Proonze, que por sua vez tb já tinham figurado nas camisas tricolores no fim dos anos 60, como é possível ver abaixo, em imagens de um Bahia x Santos na Fonte Nova, onde o zagueiro Nildon tirou em cima da linha o possível 1000º gol de Pelé!




sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

2005: A chegada da Diadora



2005 foi um ano um tanto quanto conturbado no Bahia no que diz respeito a uniformes. Pra começar, o contrato com a Penalty tinha terminado no final do ano anterior e, como o time não fechou de imediato com uma nova fornecedora, teve que jogar o campeonato baiano com restos de material do ano anterior. Assim sendo, era comum ver o Bahia jogando com camisas desbotadas, patrocínios aplicados grosseiramente na camisa, apliques e numeração soltando no meio do jogo, etc. Um verdadeiro lixo. E lembrando que esses “restos” ainda tinham que ser divididos com todas as categorias de base.Ou seja, caos geral.

Depois de alguma negociação, o Bahia fecharia contrato com a Rhumell, que voltava ao clube depois de 10 anos (já tinha patrocinado o clube em 94/95, usando tanto o nome Rhumell quanto o de suas subsidiárias Amddma e Proonze). Quando tudo parecia resolvido e finalmente o Bahia teria roupa nova em 2005, o clube rompe unilateralmente o contrato com a empresa (que já praticamente falida, respondia a processos judiciais diversos) por uma razão aparentementemente banal: a empresa errou o tom de azul da camisa do Bahia. Na mesma época, ela já havia cometido erros crassos em outros clubes, como por exemplo no Joinville, onde ela forneceu um lote inteiro de camisas com o nome do clube escrito de maneira errada (Joenville, com “E” mesmo). Tamanha incompetência foi a gota d´água.

O clube voltou ao mercado e rapidamente fechou com a multinacional italiana Diadora, num contrato de 3 anos. A decisão parece ter sido acertada, pois as camisas viriam com um material de melhor qualidade, com design italiano atualizado com o que era fornecido na Europa e com a chancela de uma empresa de nível mundial, que fornecia pra vários times e seleções de renome ao redor do mundo. Porém isso tudo viria a ter um preço: a padronização da camisa de acordo com o lay-out mundial da marca. O Bahia perderia a exclusividade de ter camisas especialmente desenhadas para si, como era na época da Penalty. Passaria a ser apenas “mais um” no cast da Diadora. Se você quisese, por exemplo, saber como seria a camisa do Bahia pra determinada temporada, bastava olhar a camisa da Roma, sempre lançada na Europa alguns meses antes: a camisa seria igual, mudando apenas as cores e patrocinadores. Como também seria igual à camisa do Santo André, do Palmeiras, do Cobreloa, do El Nacional do Equador, dentre outros.

Seguindo essa linha, a camisa branca veio no padrão Diadora: tecido mais elástico, no estilo “kombat” (colado ao corpo, pra dificultar a puxada de camisa por parte dos adversários), duas faixas azul e vermelha que saiam do pescoço em direção à axila direita e o símbolo “One of Eleven” na manga, padrão de identificação da empresa (que na camisa do Palmeiras mudava de cor conforme aumentava a temperatura do corpo... tecnologia esquecida na camisa do Bahia). E, pra completar, o tosco patrocínio Muriel, que já vinha sendo usado desde o começo do ano nos molambos da Penalty, junto com o logo da Fiat nas mangas. De um modo geral, o conjunto não era nenhum primor de beleza, mas era harmonioso e não comprometeu a estética. No uniforme 2, nada empolgante: camisa, sem sal, tinha muito branco “sobrando” (tradicionalmente, nas camisas 2 do Bahia o branco é só um detalhe) e na parte listrada, que realmente era o que interessava, listras azuis e vermelhas coladas... sem o branco! Ou seja, totalmente “nada a ver” com a tradição de camisas listradas do Bahia (tudo bem, a Diadora não foi a primeira nem seria a última a cometer esse sacrilégio).

O resultado é o que pode ser visto nas fotos acima e abaixo. Em campo, a camisa não trouxe muita sorte ao tricolor: mais uma vez, como já estava tornando-se praxe, sem título no campeonato baiano, péssima campanha na Copa do Brasil e queda para a Série C do Campeonato Brasleiro.

A Diadora chegava com o pé esquerdo ao Bahia.

Evento de lançamento dos novos uniformes Diadora


Artilheiro Dill vestindo a camisa branca em 2005


Uniforme 2 em ação pela Série B de 2005


Uéslei vestindo a camisa branca em sua apresentação

Acima, a camisa da Rhumell que seria usada caso o contrato não fosse rompido

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

2004: DECEPÇÃO NA VOLTA DA CAMISA TRICOLOR



O ano de 2004 trouxe novidades para o Bahia. Camisas e patrocinador novos e a necessidade de subir da Segundona pela primeira vez por suas próprias pernas. Parecia que, pela primeira vez em anos, haveria um campeonato sério, com primeira e segunda divisões fortes. O Tricolor até que se saiu bem. Liderou parte da primeira fase, teve o terceiro melhor ataque e foi a segunda defesa menos vazada. Num time em que Robert foi o maestro, alguns dos coadjuvantes também conseguiram se destacar: Rodrigunho, o coringa Ari, Neto Potiguar, entre outros. Apesar do bom começo, mais uma vez o Bahia fraquejou na hora de decidir dentro de casa. Primeiro, contra o Avaí, quando o até então inquestionável Leonardo Silva perdeu uma dividida na intermediária, deixando o atacante do rival livre para marcar. O golpe final nas pretensões tricolores veio no dia 11 de dezembro, novamente na Fonte Nova, quando jogando contra um Brasilense já garantido na série A, perdeu o jogo com atuação fraca de Robert, falha de Márcio num gol olímpico e expulsão de Rodriguinho. O resto da história todo mundo já sabe. Passeios pelas séries B e C e a marca de ser o único grande, ao lado do Fluminense, que não conseguiu voltar para a série A por mérito.

A camisa branca, mais uma vez inexpressiva, era lisa e com gola em V e barras das mangas em azul. Em relação ao ano anterior, o logo da Penalty e a numeração às costas mantinham as mesmas cores (azul e vermelha, respectivamente); se esta foi simplória, pelo menos tivemos a volta da tradicional camisa tricolor listrada, similar às da época da Adidas, só que desta vez com material mais moderno e de qualidade. Em ambas, o patrocínio da Quartzolit era grafado sobre um bizarro retângulo amarelão que poluia demais o visual. Interessante foi o fato de que no evento lançamento do novo patrocinador, as camisas apresentadas tinham o Quartzolit estampado com outra diagramação, menor e com um logo à esquerda e sobre fundo branco, bem menos chamativo. Já nas camisas de jogo, o resultado é o que se vê nas fotos acima. Quem for mais detalhista também poderá notar a tremenda desorganização do departamento de marketing do Bahia: nas duas camisas, branca e tricolor, o “Quartzolit” também está grafado de forma diferente, mudando a fonte das letras de um modelo para outro: na branca, as letras são maiores, ao passo que na tricolor as letras são mais “compactas”. Já na triolcor de mangas longas, o nome da empresa volta a ser escrito com as letras maiores. Ou seja, marketing incompetente + patrocinador inexpressivo = camisa desorganizada. É claro que a combinação entre azul, vermelho, branco e amarelo não podia resultar em coisa muito boa, mas o patrocínio durou só um ano e a cor "adicional" logo foi retirada do manto tricolor.

Esta camisa marcou o final de uma história de sucessos e tropeços entre a Penalty e o Bahia. Acredito que, depois da Adidas, tenha sido o mais duradouro contrato de fornecimento de camisas que o time teve. Em 2005, o Bahia ainda disputou o campeonato baiano com estas camisas, porém, como o contrato já havia findado, o clube teve que se virar com os restos de material do ano anterior, vestindo verdadeiros “molambos”: camisas remendadas, apliques de patrocínio e numeração se soltando em jogo e um (novo) patrocínio “Muriel” grosseiramente aplicado sobre o patrocínio anterior, como se pode ver em fotos abaixo.

Final decadente e vexatório de uma parceria de 10 anos.

Fotos do evento de lançamento do novo patrocinador: percebam que a diagramação do logotipo da empresa é diferente em relação às camisas de jogo


Camisa listrada em ação


Camisa branca em ação na Série B de 2004: com algum esforço, é possível perceber que o nome Quartzolit está escrito com letras diferentes em ambas as camisas


A camisa de 2004, sendo usada no campeonato baiano de 2005: percebam as aplicações grosseiras da numeração e do novo patrocinador Muriel, por cima do antigo Quartzolit