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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A NOVA CAMISA "THIRD" DO BAHIA


Embora o novo terceiro uniforme do Tricolor de Aço só deva ser conhecido oficialmente no primeiro dia de setembro, data do jogo contra o América- MG, a primeira foto com um "lance"da camisa foi divulgada hoje, acidentalmente ou não, numa rede social. Pouco dá para ver, mas, pelo azul predominante e pelos detalhes vermelhos, parece que a seleção europeia homenageada dessa vez será a França. Vale lembrar que a homenageada do ano passado foi a Espanha, com a camisa vermelha, apelidada de Fúria Tricolor. Outro detalhe é que o tricolor já fez uma homenagem à seleção francesa na década de 70, quando após o Mundialito realizado no nosso país, durante o qual a equipe europeia jogou na Fonte Nova, o Bahia adotou o padrão com camisa azul, calção branco e meiões vermelhos. A experiência repetiu-se no início da década de 80, já com a Adidas como fornecedora e as camisas caíram no gosto da torcida, que agora deverá ser presenteada pela Lotto com mais uma bela peça.
Agora é aguardar.
*Foto retirada do site www.ecbahia.com

quinta-feira, 14 de julho de 2011

COBERTURA DO LANÇAMENTO DO LIVRO


Missão cumprida! É este o sentimento que tomou conta de Duda Sampaio, Ruy Guimarães, Arilde Junior, Ronei Dias, Alexandre Teixeira e Eduardo Guimarães desde a noite da última quarta feira, 13 de julho.
Depois de quase 3 anos de exaustivas pesquisas, muitos debates, reuniões, discussões acaloradas, centenas de e-mails trocados, e muita dedicação, tivemos o prazer e o orgulho de nos reunir com centenas de tricolores, amigos e parentes para o lançamento do nosso livro, BAHIA: 80 ANOS CONTADOS POR SUAS CAMISAS. Os autores receberam os leitores/torcedores que já formavam fila para receber os autógrafos cerca de 15 minutos antes do horário marcado.
Mais uma amostra do sucesso, foi a presença de grandes craques tricolores que fizeram história no clube. Beijoca, Zé Augusto, Eliseu, Bobô, os goleiros Emerson e Jean, além do atual treinador, Renê Simões. Outra figura das mais importantes a prestigiar o evento foi o Presidente Marcelo Guimarães Filho, que elogiou bastante a iniciativa e a qualidade do livro.
O evento se estendeu até as 22h e ainda restam alguns exemplares na própria Livraria Cultura. Você, tricolor, que não pôde comparecer ao evento ou mora fora de Salvador, pode adiquirir o seu exemplar hoje mesmo através do site próprio de vendas: www.livrotricolor.com. A partir do dia 22, estará disponível também na Loja 88 e em outros pontos de venda de artigos do Bahia. Vale ressaltar mais uma vez que o livro é um produto oficial e licenciado, ou seja, ao comprar um exemplar você estará também ajudando ao Tricolor.
A galera do Ecbahia.com e do Sempre Bahia também compareceram e fizeram uma ótima cobertura (clique nos links pra ver as matérias).

Confiram algumas imagens desse momento histórico:

Autores posam com o radialista Ruy Botelho, que nos deu o prazer de prefaciar o nosso livro


A Livraria Cultura ficou pequena para a massa tricolor que nos prestigiou!


Autores autografam os livros


Craque Bobô também nos prestigiou!


Presenças de Beijoca, Emerson, Renê Simões e do presidente Marcelo Guimarães Filho


Elizeu, Beijoca e Bobô prestigiaram o lançamento


Arilde Junior e Ruy Guimarães, do Blog Camisa do Bahia

quinta-feira, 16 de junho de 2011

LANCAMENTO DO LIVRO "BAHIA: 80 ANOS CONTADOS POR SUAS CAMISAS"



Caros amigos, é com imenso prazer que comunicamos que está definida a data do lançamento do livro "BAHIA: 80 ANOS CONTADOS POR SUAS CAMISAS".
Projeto idealizado por Duda Sampaio e encampado pelo grupo composto pelo próprio, Ruy Guimaraes, Arilde Junior, Eduardo Guimaraes, Ronei Dias e Alexandre Teixeira, pesquisou a história e a evolução da camisa do Tricolor de Aço ao longo de sua história. São "mock-ups" (ilustrações) de mais de 300 camisas, que vão desde a primeira, de 1931, até a última coleção lançaada há duas semanas. O livro é a única publicação brasileira da modalidade que agracia a história das camisas de um só clube, preenchendo a lacuna deixada por outros livros que restringiram-se a mostrar clubes do Sul e Sudeste, alem de seleções nacionais.
Embora seja um livro independente, idealizado e executado por torcedores, será produto licenciado, sendo um marco importante para a comemoração dos 80 anos do clube, completados nesse ano.
O lançamento sera realizado na Livraria Cultura do Salvador Shopping, no dia 13 de julho, às 19h, com a presença dos autores e de algumas estrelas do presente e do passado do Tricolor.
As vendas serão realizadas na própria livraria, pelo site oficial do livro (www.livrotricolor.com), na loja 88 (www.loja88.com.br) além de outros pontos a serem anunciados oportunamente.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

SEPARADAS NO NASCIMENTO???? BAHIA X BOLOGNA




Não, elas não foram separadas ao nascimento, única e exclusivamente pelo fato de a camisa do Bologna ter sido criada um ano antes. Essa é da temporada 2010/2011. Até a gola, azul em cima e vermelha por baixo, é identica...
Triste de nós, que vibramos com a "criatividade" e a audácia da Lotto, mas...
Para pensar.
(Descoberta do amigo e colaborador, Ronei).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DETALHES DAS NOVAS CAMISAS DO BAHIA








Fotos das novas camisas com mais detalhes, como o verso da gola em vermelho, patrocinio sobre o numero, textura do tecido e a ausencia do OAS nos ombros na camisa de loja, diferente das de jogo.

domingo, 29 de maio de 2011

NOVAS CAMISAS DO BAHIA 2011







Acabam de ser lançadas na Tribuna de Honra do Estádio de Pituaçú, poucos minutos antes da partida entre Bahia e Flamengo, as novas camisas do Tricolor para a temporada 2011. Uniformes 1 e 2, camisas de goleiro, treino, viagem e concentração. O fornecedor continua sendo a italiana Lotto, que promete para breve o lançamento da terceira camisa de jogo...
Agora, uma análise mais detalhada: a camisa branca (home) lembra demais o template usado em 1964, com faixas horizontais na altura do peito. Camisa limpa e muito estilosa. O patrocínio abaixo das listras não comprometeu, nem teve tamanho exagerado como o da coleção passada. Ja os logotipos da OAS nos ombros destoaram um pouco do conjunto. Os detalhes são a cereja do bolo: o novo tom de azul, bem mais escuro, deixa a camisa mais elegante, lembrando as camisas do San Lorenzo da Argentina, tambem vestido atualmente pela Lotto. A gola tem a face superior azul, mas o verso e vermelho, assim como o meião, que deixou de ser todo vermelho, tem uma faixa também em azul na extremidade superior.
Assim como a home, a camisa tricolor (away) trocou o azul royal pelo marinho, passou a ter faixas horizontais mais largas e a mesma gola polo sem botão, com um ar meio retrô da home. Agora são apenas cinco listras Azuis e vermelhas na frente. Invertendo o que ocorreu com a branca, na tricolor o OAS dos ombros ficou bem discreto, enquanto o do abdomem "mancou" um pouquinho o desenho, tirando a visibilidade do azul da faixa central. Números brancos com bordas azuis se destacam bem nas costas, sem a necessidade das famigeradas "caixas" para aplicação dos mesmos.
Para nao dizer que nao houve defeitos, uma observação: o numero da camisa branca e azul marinho, fugindo um pouquinho da tradição do tricolor de usar, predominantemente, numeros em vermelho.
Na avaliaçãoo final, acho que a Lotto foi aprovada com louvor, com uma nota 9.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

VEM AÍ O LIVRO DAS CAMISAS DO BAHIA!


O lançamento mais esperado dos 80 anos do Esporte Clube Bahia está prestes a se tornar realidade: o livro "Bahia - 80 anos contados por suas camisas" está na reta final e será lançado em breve.
Foram quase dois anos de exaustivas pesquisas em livros, revistas e jornais, além do acervo próprio dos autores, que resultaram nesse primoroso trabalho de altíssima qualidade. Mais de três centenas de camisas foram usadas pelo Tricolor ao longo de seus 80 anos e elas estão todas no livro, ordenadas cronologicamente. Além disso, muitas informações técnicas, curiosidades, camisas até então inimagináveis fazem parte também do trabalho.
Produto oficial licenciado pelo clube e prefaciado pelo radialista Ruy Botelho, este livro é, até onde se sabe, a única publicação no país dedicada exclusivamente a contar a história das camisas de um único clube de futebol. E esta primazia, claro, coube ao Bahia!

Aguardem, em breve o maior lançamento alusivo aos 80 anos do clube.

quinta-feira, 10 de março de 2011

RHUMELL, 2005: A CAMISA QUE ERA PRA SER E NÃO FOI




Era o ano de 2005. O Bahia terminava uma duradoura parceria com a Penalty, fornecedora nacional que fazia as camisas do time desde 95. Parceria essa que, apesar de vitoriosa nos seus bons tempos, terminava de maneira decadente e vexatória, com uniformes pouco inspirados e verdadeiros "molambos" em campo, já que o contrato tinha terminado no fim de 2004 e o time estreou em 2005 ainda sem uma nova fornecedora, obrigando a equipe a jogar suas primeiras partidas com camisas remendadas do ano anterior. Essa história nós já contamos num post de dezembro de 2009, quando da chegada da multinacional italiana Diadora.
Nesse meio tempo, o Bahia negociava com outra empresa nacional, a Rhumell, que já tinha fornecido uniformes ao Bahia nos idos de 95 (coincidentemente, antes da entrada da Penalty).
A negociação parecia ter tudo pra dar certo e finalmente o Bahia teria roupa nova para jogar o ano de 2005. Inclusive, as camisas e todo o material de apoio (camisas de treino, concentração, etc) já estavam prontos e o clube até já havia recebido um grande lote para uso dos jogadores. Porém, inexplicavelmente (ao menos para nós torcedores), o clube romperia unilateralmente o contrato, conforme nota veiculada no site oficial do clube, onde dizia que o Bahia achou por bem não prosseguir com as negociações. A decisão parece ter sido acertada, pois àquela altura a Rhumell, já praticamente falida, respondia a vários processos e intervenções judiciais, o que a curto e médio prazo poderia vir a trazer problemas para o Tricolor. Nos bastidores, dizia-se que a empresa errou o tom de azul do escudo; por outro lado, também especulava-se que o motivador da rescisão era mesmo financeiro, pois os valores do contrato não eram satisfatórios e o clube teria achado coisa melhor (leia-se Diadora). Mas tudo isso não passava de especulação e boatos.
O fato é que, como já foi dito, muitas camisas já tinha sido fabricadas. O que fazer com esse lote? O jeito foi "queimar" o estoque no comércio local. As tradicionais lojas de material esportivo da Rua do Corpo Santo, no Comércio, passaram a vender uma camisa nova e inédita, mas que já chegava "morta" ao mercado. Já o Bahia, passou a usar as camisas já recebidas como moeda de troca, pagando a pequenos prestadores de serviço do Fazendão com os natimortos uniformes.
Falando da camisa em si, a branca era simples porém bonita; punhos e barra azul, e uma gola em azul e vermelho davam o tom da camisa, que estampava o famigerado patrocínio Muriel; já a listrada, era semelhante à camisa atual da Lotto, só que com as mangas vermelhas ao invés de azul; porém, esta tinha um gosto duvidoso, principalmente por conta da elipse que continha o logotipo da Muriel. Ambas tinham o mesmo corte, incluindo uma espécie de manga "raglan", que descia da gola até as axilas.
Enfim, não sei se caso esta camisa fosse lançada, agradaria a todos. Hoje, pensando melhor e analisando as camisas e a situação em que o time se encontrava à época, talvez devamos agradecer pelo Bahia não ter fechado o contrato com a Rhumell.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CAMISA RETRÔ 1994













Seguindo o planejamento de lançar camisas alusivas a momentos históricos protagonizados pelo Tricolor de Aço, a Lotto presenteou a sua torcida no dia 20/02/2001, justamente num BA-vi, com a reedição de um uniforme marcante e, de alguma forma, pitoresco: a famosa camisa de Raudinei. O padrão usado na época, fabricado pela Proonze, não era uma inovação. Gola pólo branca, ausência de punhos, listras verticais azuis e vermelhas bem largas intercaladas por estreitas listras brancas. Parecia uma novidade, mas para os mais atentos ou para os aficionados pela historia das camisas do Bahia era uma lembrança de outro padrão já usado time no ano de 69. Com aquela camisa, o zagueiro Nildo "Birro Doido" salvou, em plena Fonte Nova, o que teria sido o milésimo gol de Pele. O curioso é que no filme "Pelé Eterno", o protagonista cita um fato que não existiu, segundo as milhares de pessoas presentes ao estádio naquela tarde de domingo: que o zagueiro tricolor teria sido vaiado após salvar o gol sofrido dias mais tarde pelo argentino Andrada no Maracanã... curioso o Sr. Edson Arantes do Nascimento "criar" essa fantasia e reproduzí-la ate hoje...






Camisa usada em 69, no jogo contra o Santos, que seria o do 1000° gol de Pelé (fotos: Flog do Bahia)





Mas voltemos a 1994. Novamente, numa tarde de domingo, decidia-se o campeonato baiano daquele ano. Depois de perder os dois primeiros turnos para Camaçari e Vitória, o Bahia contrata o então pouco conhecido treinador Joel Santana, que, numa virada sensacional, vence o terceiro e quarto turnos. No quadrangular final, apos acirrada disputa, só Bahia e seu eterno rival têm chance de erguer a taça e o Bahia, por ter um ponto a mais, joga pelo empate. O primeiro tempo termina 1 x 0 para o adversário e a torcida tricolor vê o titulo que tinha quase nas mãos se esvair... seria um desperdício, depois da revolução promovida pelo hoje internacional "Papai Joel". Eis que aos 46 minutos do segundo tempo, depois de um chutão vindo da defesa, passado meio perdida pela cabeça de um, pelo pé de outro, a bola encontra o pé esquerdo de Raudinei que, infiltrado entre os zagueiros, manda para a rede de Roger! A torcida do Bahia, que ameaçava ir embora, explode em êxtase, enquanto que a torcida do rubro nego de Canabrava debanda cabisbaixa!






Raudinei e a camisa de 1994, que inspirou o modelo retrô (fotos: Flog do Bahia e acervo pessoal)




Quis o destino, ou o marketing do Tricolor, que a camisa que rememorava este jogo fosse usada justamente num BA - Vi. Com a presença do "pé quente" Raudinei no estádio de Pituaçu, triunfo do Bahia por 2 x 0. Uma curiosidade: em 1994, alem de ter perdido os dois primeiros turnos, o Bahia tomou duas goleadas do time de Canabrava, tendo sido usada como "bode expiatório" a camisa branca da época, sendo "aposentada". Naquele ano, em todos os demais encontros com o rubro negro, ambos entraram com camisas escuras: o Bahia de tricolor e o outro de vermelho e preto, gerando alguma confusão visual. Desta vez, prevaleceu o bom senso o adversário vestiu branco. Deu azar????



Quanto ao uniforme em si, ficou muito bonito, idêntico ao original, só que com tecido mais leve característico dos uniformes atuais. Chama atenção, que como o padrão feito pela fornecedora de 1994, o calção fugia do tradicional azul royal e aparecia em azul marinho com uma faixa horizontal branca, fazendo um bom contraste com a camisa que manteve o tom de azul corriqueiro. Até ao fonte utilizada nas numerações ficou bem semelhante à numeração usada pela Proonze à época.


Como ressalva, apenas a cor do logotipo da Lotto, que poderia ser branco mesmo, já que a original de 94 usava logotipo da fornecedora nesta cor. Não que o dourado não tenha caído bem, mas essa cor foi usada na camisa retrô de 1936 porque a original da ápoca não tinha, por razões óbvias, nenhuma marca de fabricante; porém, nessa, dava pra ser branco. Outra coisa: poderia ter ali um patrocínio da OAS escrito numa fonte "cursiva" semelhante ao logo da Coca-Cola... aí, sim, a camisa ficaria perfeita!!! Mas são detalhes mínimos que, de forma alguma, tiram a beleza desta peça.



Na nossa modéstia opinião, um dos maiores acertos da historia recente das camisa do Tricolor, que infelizmente, está fadada a ser usada apenas em um jogo. Ponto para a Lotto que conseguiu seguir fielmente o original, dando um toque de personalidade e modernidade. A camisa repercutiu positivamente mesmo entre não-torcedores do Bahia, e entre colecionadores de camisas de futebol de um modo geral. Veja a repercussão no blog "Minhas Camisas", o maior site brasileiro sobre camisas de futebol, clicando aqui.



Não posso deixar de citar, modéstia à parte, que eu e Arilde tivemos nossa humilde participação na concepção dessa camisa, já que a nossa consultoria com dados e fotos serviram de inspiração para a atual fornecedora do uniforme do Tricolor de Aço.








Camisas em ação no Bahia 2x0 Vitória em 20/02/2011






Fotos detalhadas das camisas, clique para ampliar (créditos: Daniel, do http://www.ecbahiamultimidia.com/ )

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CAMISA RETRÔ 1936


No último dia 23/01/2010 o Bahia enfrentou o Feirense pela 2ª rodada do campeonato baiano 2011. Até aí, um jogo normal (o Bahia venceu por 2x0, gols de Camacho e Ávine). A novidade desta partida ficou por conta da camisa que o time usou: uma bela camisa retrô, alusiva ao ano de 1936.
A camisa faz parte de uma série de ações de markting em comemoração aos 80 anos do Esporte Clube Bahia, e o melhor é que ela teve participação direta do blog "Camisa do Bahia" na sua concepção e desenvolvimento, o que mostra, mais uma vez, o reconhecimento do nosso trabalho de pesquisa da história das camisas do Esquadrão de Aço. Mas por que o ano de 1936? Bom, a história é longa. A intenção inicial do marketing do clube era lançar uma retrô baseada na primeira camisa que o time usou no ano de sua fundação, 1931. O problema daquela camisa é que ela não tinha escudo e, talvez tentando não repetir o equívoco da camisa retrô de 59, resolveram fazer uma baseada em alguma camisa que realmente tivesse usado escudo originalmente. Contanto com a ajuda dos grandes pesquisadores Duda Sampaio e Alexandre Teixeira, descobrimos que, à época da concepção, a camisa mais antiga com escudo que tínhamos registro visual era uma branca de 1936. Sendo assim, foi essa a escolhida. Vale salientar que não afirmamos que esta foi a primeira camisa do Bahia a ostentar um distintivo do clube - pode até ter havido algum modelo anterior com essa característica - mas, como já dissemos, na época da concepção era o registro visual mais antigo de uma camisa com estudo, já que nossas pesquisas baseiam-se tão somente em fotos de época (e/ou vídeo, se for o caso).
Este belo modelo de 1936, conforme é possível ver na foto abaixo, era toda branca e tinha gola em "V" tricolor, bem como duas listras, azul e vermelha, nas mangas. A única diferença da retrô para o modelo que inspirou foi a inserção do logotipo da Lotto em um discreto tom dourado, bem como um etiqueta próxima à barra onde se lê "Retrô 1936". Pela primeira vez, a Lotto acertou a mão numa camisa retrô, fazendo um modelo fiel à da época, que resultou num belíssimo modelo, talvez um dos mais bonitos dos últimos anos. Foram fiéis, inclusive, no escudo, onde mantiveram o nome do clube originalmente escrito em inglês: Sport Club Bahia (detalhe esse frisado por nós quando prestávamos a consultoria ao Bahia, e que eles obedeceram). Pra completar o uniforme, short azul e meiões brancos com uma faixa vermelha.
Destaque especial também à camisa de goleiro: como não tínhamos nenhuma referência nem registro visual dessa camisa, ela foi concebida por conta da Lotto, mas isso de forma alguma a desabona, muito pelo contrário: ficou com uma beleza indescritível. Parabéns à Lotto! Quando é pra criticar, criticamos; mas quando se trata de elogiar, fazemos questão de elogiar e reconhecer um belo trabalho.
Não foi a primeira vez que o time usou uma camisa retrô em jogo; já havia feito isso no ano passado, contra o Coritiba pela Série B de 2010. Mas aquela camisa tinha um agravante de não ter sido fiel à camisa que a inspirou, já que ela foi feita com escudo, enquanto que a original de 59 não tinha. Mas isso é outra história (e que já foi motivo de post aqui no Camisa do Bahia).
De um modo geral, ficamos orgulhosos - não só como torcedores, mas também como colecionadores - de ter participado da concepção de uma camisa do clube que amamos, e ficamos satisfeitos de ela ter sido feita exatamente como sugerimos. Mais uma vez, deixamos nossos parabéns à Lotto e ao Esporte Clube Bahia, através de seu departamento de markting.


Jogador Romeu ostentando a camisa que inspirou o modelo retrô, em 1936 (crédito da foto: Alexandre Teixeira)




Modelo usado no jogo Bahia 2x0 Feirense




Não menos bonita ficou a camisa de goleiro: simplesmente sensacional!