TRANSLATION

Pesquisar neste blog

segunda-feira, 15 de março de 2010

2007: UMA CAMISA, UMA TRAGÉDIA



Dois mil e sete chegou e, mais uma vez, o Bahia tentaria deixar o fundo do poço da terceirona. A julgar pela falta de inspiração da Diadora na concepção da camisa branca de 2007, o ano não prometia muito.
A camisa branca era lisa, quase sem detalhes, exceto por duas faixinhas azuis nas laterais, friso das mangas e fundo da gola também azuis. A gola até que tinha um efeito interessante, dando a impressão de duas abas como se fossem de uma gola polo. Cópia fiel da camisa da Roma, também "abastecida" pela marca italiana, só que com cores diferentes. O único "charminho", só perceptível bem de perto, era o patrocínio aveludado da Fiat. Após algum tempo, a Acril passou a estampar sua marca nos ombros e a Onda Tricolor, auto-patrocínio do mal fadado programa de sócios do clube, passou a ilustrar a manga, poluindo um pouco o visual da camisa. Já a camisa tricolor é daquele tipo "ame-a ou deixe-a". Mangas azuis e corpo listrado em vermelho e azul, mais uma vez com a supressão das listras finas brancas. Acho o resultado final interessante, lembrando, levemente, a camisa do Bayern de Munique dos anos 90.
Como previsto, o ano foi duro. Campeonato baiano e Copa do Brasil passaram em branco para o Tricolor, mais uma vaz coadjuvante. Série C. O calvário começava de novo... Campanha irregular desde a primeira fase e só com um gol milagroso de Charles aos 50 minutos do segundo tempo contra o Fast Club (quem?), o Bahia conseguiu sua vaga para o octogonal final. A Fonte Nova recebeu públicos impensáveis para jogos daquele nível, com 60 a 70 mil pessoas. Frenesi da galera vendo o sonho de retornar para a Segundona se tornando real. A vaga foi praticamente assegurada no dia 22 de novembro contra o ABC de NATAL. Dois gols de Elias e um de Ávine (será que um dia o Bahia se livra dele???) aos 41 minutos do segundo tempo. Ninguém podia imaginar àquela altura, mas o gol do lateral seria o último da Fonte Nova, porque no domingo seguinte, dia 25 de novembro, a Fonte Nova seria palco de um jogo oficial pela última vez. Após usar no primeiro tempo a esperada camisa número 3 - que será motivo de um post à parte, aguardem - o tricolor voltou para a etapa final com a camisa tricolor, talvez pela superstição histórica dos dinossauros tricolores. Nonato perdeu um penalti no primeiro tempo e, como os resultados faziam o Bahia e o Vila Nova de Túlio Maravilha, adversário daquela tarde, retornarem à segunda divisão, o segundo tempo foi um baba, só para esperar o apito final. Enquanto verdadeiros vândalos comemoravam invadindo e destruindo o gramado, toldos dos bancos de reserva, carrinho da maca, sete pessoas morriam no desabamento de parte da arquibancada do anel superior do estádio. Para cumprir tabela, um joguinho contra o Crack de Goiás, em campo neutro. Em caso de vitória o Bahia se sagraria campeão da terceirona. Derrota por 5 a 3. Apesar de tudo, a meta foi cumprida... Essa foi a epopéia do último uniforme confeccionado pela Diadora.
Por questões de estratégia de mercado, a marca abandonava o futebol brasileiro, passando a dedicar-se a outros esportes, como o tênis, e à linha casual. Deixou órfaos, além do Bahia, Coritiba, Atlético Mineiro e Ponte Preta. Depois de 3 anos vestindo o tricolor, fazemos um balanço positivo do resultado dessa parceria. No geral, tivemos uniformes bem feitos e, salvo um ou outro detalhe, de bom gosto, não obstante a padronização de seu lay-out, que tanto falamos nos posts anteriores. A compatriota Lotto chegaria para lhe substituir. A Diadora seria a primeira marca de material esportivo que nunca ganhou um título sequer vestindo o Bahia. Triste fim para uma grande marca.



Fotos das camisas 1 e 2 em ação pela Série C de 2007


Enquanto vândalos (não podemos chamá-los torcdores) destruíam a Fonte Nova, 7 vidas eram ceifadas na maior tragédia da história do estádio

3 comentários:

  1. Engraçado é que procurei feito doido o meião e o calção desse uniforme 3...E NADA. Acho que nem chegaram a vender. Amadorismo total, oh céus..

    ResponderExcluir
  2. Salve amantes do Esquadrão!!

    Gostei dessas camisas, a branca estar bem comum, poucos comentários a fazer, mas a listrada, novamente sem a listra branca descaracterizou um pouco, o Bahia não é o Barcelona, a camisa anterior com o patrocínio "FIAT IDEA" ficou mais bonita que essa.

    Outra coisa que eu não gosto é esse lance de colocar o escudo do Bahia no meio do peito, a única camisa do Bahia qu e ficou bonita com o escudo no meio, foi aquela da PENALTY/RENNER, que usamos em... se não me engano em 1997, quando Bobô voltou a jogar pelo Bahia.

    Paulo Brazil.

    ResponderExcluir
  3. Essas camisas são iguais às do Coritiba do mesmo ano. Na camisa 1, adicione 2 faixas horizontais e troque as cores azul por verde, é igual. Na camisa 2, troque o azul e vermelho por verde e branco, pronto, igual!!!

    ResponderExcluir